Em primeira análise, destaca-se a falta de acessibilidade como um dos desafios a serem enfrentados para amenizar o abandono afetivo de idosos no Brasil. Esse cenário ocorre porque o espaço urbano, em especial os serviços públicos, não é pensado para essa população, que necessita de cuidado e cautela ante as limitações comuns da idade. Sob essa ótica, a presença de buracos em calçadas e de escadas rolantes altas não é incomum e, consequentemente, casos de tontura, desequilíbrio e acidentes também não são. Assim, é fundamental que haja políticas públicas para a manutenção desses serviços, garantindo a plena inclusão dos cidadãos idosos na sociedade.
Outrossim, salienta-se que a pouca oferta de lazer é outro fator que contribui para a falta de cuidado com os idosos no país, sendo a estimulação desses serviços mais um desafio a ser superado. Culturalmente, no Brasil, entende-se que a infância é a “fase de ouro”, em que as brincadeiras são imprescindíveis para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. No entanto, é importante compreender que o entretenimento é benéfico não apenas para o público infantil, mas também para todas as idades, incluindo os idosos. Além disso, dinâmicas como jogos, leituras e resoluções de problemas auxiliam beneficamente em diversos pilares da vida, como a saúde mental e a coordenação da população mais envelhecida, constituindo sua falta um grande problema para a saúde mental e para a interação com familiares e amigos.
Conclui-se, portanto, que a sociedade ainda não sabe incluir a fase do envelhecimento da população. Para combater esse problema, deve o Poder Público construir parques e ambientes pensados para essa fase da vida, eliminando quaisquer obstáculos que impeçam a efetiva participação desses cidadãos. Além disso, é importante que ofertas de serviços de entretenimento sejam criadas como estímulo para uma vida mais saudável, para o combate ao sedentarismo e para o fortalecimento da memória. Somente com essas medidas o abandono afetivo dos idosos poderá deixar de ser uma realidade em território nacional.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: repetição/fragilidade de conectores em alguns trechos e um deslize gramatical: “casos de tontura, desequilíbrio e acidentes também não são” (faltou “incomuns”). Sugestões: corrigir para “não são incomuns” e revisar, por exemplo, “casos de tontura, desequilíbrio e acidentes também não são incomuns”; melhorar a coesão com conectivos mais variados: “além disso”, “além de isso”. Intervenção precisa ter 4 elementos detalhados; proponha: agente (Poder Público), ação (construir parques acessíveis), meio (calçadas, iluminação, transporte urbano adaptado), finalidade (garantir participação plena e bem-estar). Exemplo de reescrita: “O Poder Público deve criar parques acessíveis (ação) com calçadas adaptadas, iluminação e transporte inclusivo (meio) para garantir a participação social dos idosos (finalidade).”
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