Em primeiro lugar, a ausência de medidas estatais eficazes agrava a questão. De acordo com o UNICEF, milhões de crianças no mundo são expostas precocemente à erotização e ao uso excessivo das redes sociais, o que acelera a maturação emocional. No Brasil, essa realidade evidencia que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a proteção integral, não tem sido cumprido de forma satisfatória. Desse modo, torna-se urgente que o Estado promova ações de fiscalização e orientação voltadas às mídias e escolas, a fim de garantir a proteção da infância.
Além disso, a cultura social contribui para perpetuar a adultização. Concursos de beleza infantil, a exploração de influenciadores mirins e a exposição inadequada em plataformas digitais demonstram como famílias e instituições muitas vezes estimulam condutas que distorcem a fase da infância. Tal cenário dialoga com a reflexão de Rousseau, para quem “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, pois mostra como o ambiente pode comprometer a formação saudável de crianças e adolescentes. Logo, é imprescindível promover campanhas educativas e de conscientização para transformar essa mentalidade.
Portanto, é necessário combater, de maneira estruturada, a adultização precoce. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, deve criar programas de orientação nas escolas, com psicólogos e pedagogos, para instruir famílias e alunos sobre os riscos do fenômeno. Paralelamente, o Ministério da Comunicação deve regulamentar a exposição de menores na mídia e nas redes sociais, por meio de campanhas e restrições legais. Assim, será possível garantir a valorização da infância e cumprir o artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece a proteção integral de crianças e adolescentes como prioridade absoluta.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Não foram identificados erros relevantes nas competências. Sugestão de melhoria: manter o uso responsável de fontes (UNICEF, ECA, Constituição) e aperfeiçoar a conectividade entre ideias com conectivos mais variados (por exemplo, ademais, consequentemente). A proposta de intervenção já atende aos 4 elementos (agente, ação, meio, finalidade) com detalhamento adequado, fortalecendo a eficácia da dissertação.
Para receber uma correção mais completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.
Competência 1 – 200
- Observação de domínio da norma-padrão com poucos ou nenhum erro grave de concordância, regência ou ortografia. O texto mantém boa correção formal ao longo, com apenas sinais menores, mas não há falhas relevantes.
Competência 2 – 160
- Tema bem compreendido e desenvolvido em formato dissertativo-argumentativo, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Utiliza referências (UNICEF, ECA, Rousseau) para fundamentar.
Competência 3 – 160
- Seleção e organização de informações pertinentes ao tema. Argumentos claros sobre políticas públicas, cultura e mídia, com articuladores entre ideias. Pode ampliar a variedade de dados para fortalecer.
Competência 4 – 160
- Coesão e progressão lógica efetivas, uso adequado de conectivos (no entanto, portanto, além disso) mantendo encadeamento entre parágrafos. Pequenos ajustes podem melhorar a fluidez entre as ideias.
Competência 5 – 200
- Proposta de intervenção com agente, ação, meio e finalidade apresentados. Diferentes órgãos (Ministério da Educação, CNCA, Ministério da Comunicação) aparecem, com ações definidas e finalidade voltada à proteção da infância. Poderia detalhar ainda mais a operacionalização, mas atende aos quatro elementos com suficiente detalhamento.
Observação final: a redação cumpre o tema, com boa argumentação e proposta de intervenção sólida. Poderia ampliar dados atualizados e aprofundar o detalhamento das ações para alcançar ainda mais robustez.
Comentário (unic parágrafo, em primeira pessoa): Gostei da forma como você articulou a relação entre políticas públicas e cultura, e a inclusão de referências como UNICEF, ECA e Rousseau para sustentar argumentos. Faltou, às vezes, aprofundar exemplos específicos e dados mais recentes, mas a linha argumentativa é consistente e com boa clareza.