Antes de tudo, percebe-se um evidente descaso governamental em torno da inclusão da população em estado de rua na sociedade . Nesse sentido, conforme o artigo 6º da Constituição de 1988, todos têm direito universal à dignidade, mas essa garantia nem sempre se concretiza na prática, principalmente no que diz respeito a garantia dos direitos da população sem moradia. Como resultado, esses indivíduos estão se sendo cada vez mais excluídos e se tornando vulneráveis nesse sistema de desigualdade. Assim, a inação do poder público não apenas favorece a exclusão dessa parcela, mas também compromete as futuras gerações.
Além disso, é cabível pontuar que as desigualdades sociais intensificam a dificuldade de (re)inserção dos indivíduos sem lar na sociedade e no mundo do trabalho. Nesse aspecto, conforme a filósofa Hannah Arendt: “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Todavia, essa visão da filósofa não acontece na prática, porque pequenas empresas e comércios continuam se recusando a facilitar o acesso dos menos favorecidos ao direito de trabalho digno. Logo, acentuando a pobreza e desfavorecendo os moradores de rua . Dessa forma, a persistência das desigualdades aprofunda a vulnerabilidade dos indivíduos e perpetua o problema.
Portanto, cabe ao Estado investir uma maior parcela do PIB para combater os desafios para a (re)inserção socioeconômica da população em situação de rua no Brasil. Essa ação deve ocorrer por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania , responsável por elaborar planos e políticas públicas, voltados para a inclusão dos moradores de rua no convívio social e no mundo do trabalho, mediante leis e políticas públicas que garantam moradia digna, plano de saúde e trabalho remunerado garantido para essa parcela da população. Com isso, os indivíduos em condição de rua serão incluídos novamente no mundo socioeconômico e terão seus direitos garantidos e preservados . Tal ação tem a finalidade de remediar não somente a omissão governamental, mas também as desigualdades sociais.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma: redundâncias e vírgulas mal colocadas (ex.: “na sociedade .”; “se sendo”); uso inconsistente de termos (“estado de rua”/“situação de rua”). Sugestão: revisar para: “na sociedade”, “população em situação de rua”, evitar frases fragmentadas. Coerência/coesão: ligações fracas em alguns trechos com conectivos simples; recomenda-se usar, por exemplo, “além disso”, “por isso” para articular ideias. Intervenção: detalhe de ações específicas (cronograma, atores, metas mensuráveis) para fortalecer a proposta. Trecho recomendado: “O Estado, por meio do Ministério XYZ, deve implementar… com metas de moradia, saúde e emprego, em 3 anos, financiadas por X% do PIB.”
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.