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Por jliafrana
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O Conto da Aia, romance distópico aclamado por sua atualidade, retrata uma sociedade arrasada pela infertilidade e pelo machismo. Neste contexto, as poucas mulheres férteis existentes são subjugadas à condição de "aia" em uma família, na qual enfrentam graves consequências caso não sejam capazes de gerar um filho. A ficção aborda temas que se estendem à realidade brasileira, em que se torna urgente o combate à objetificação dos corpos das mulheres e as distinções de classe para reduzir a violência obstétrica.
A objetificação dos corpos das mulheres é a inferiorização de sua condição humana na sociedade, fundamentada em preceitos machistas. Sendo assim, essa prática fortalece o desrespeito dirigido a esse gênero no parto, durante a gestação e após, sendo crucial a desnaturalização do tema e desconstrução desse pensamento para oferecer procedimentos obstétricos saudáveis, acolhedores e conforme as escolhas da mulher.
No livro anteriormente citado, a divisão pragmática das mulheres segundo suas funções sociais determinadas é utilizada como cerne da submissão e violência destinadas a esse grupo. De forma semelhante, o preconceito socioeconômico no Brasil estima distinções no tratamento das mulheres, contribuindo para a marginalização e o desrespeito aos processos reprodutivos das mesmas.
Portanto, é crucial a ação do Ministério da Saúde, em conjunto com os órgãos nacionais de proteção à mulher, para a criação de cartilhas, programas e palestras educativas, de modo a acolher as vítimas e informar as mulheres acerca de seus direitos. Além disso, cabe ao Ministério da Educação a abordagem rígida e obrigatória do tema na formação de profissionais da saúde, para haver a desnaturalização e redução das condições obstétricas ultrajantes no país.
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