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Por sarahdema
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Inicialmente, é válido compreender que o sistema educacional brasileiro, em muitos aspectos, apresenta fragilidades no que diz respeito à promoção da inclusão racial. Atualmente, diversas redes públicas carecem de preparo para abordar de forma adequada questões relacionadas à valorização da herança africana no Brasil. Essa carência configura um obstáculo relevante para a construção de uma educação igualitária, visto que, segundo o filósofo Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas, e as pessoas transformam o mundo” — evidenciando a importância de um ensino que reconheça e respeite a diversidade. Nesse sentido, torna-se fundamental analisar como a ausência de políticas públicas eficazes e a omissão governamental contribuem para a exclusão de povos negros no contexto escolar.

Em primeiro plano, a falta de conscientização e de formação adequada nas escolas alimenta processos de marginalização e invisibilização da população negra. Esse cenário dificulta a desconstrução de estereótipos e reforça uma visão periférica sobre a contribuição histórica e cultural desses povos para a sociedade brasileira. De acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, “o primeiro passo para resolver um problema é retirá-lo da invisibilidade”, ou seja, reconhecer sua existência e dar-lhe espaço de debate. No entanto, a ausência de conteúdos que abordem a história e a cultura afro-brasileira de forma aprofundada compromete a construção de um ambiente escolar verdadeiramente inclusivo.

Além disso, a insuficiência de políticas públicas específicas agrava o problema. Embora a Constituição Federal de 1988 assegure a igualdade de direitos e a Lei nº 10.639/2003 determine a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, na prática, tais medidas não são devidamente aplicadas ou fiscalizadas. Essa negligência reflete uma falta de compromisso governamental, que, ao não tratar a pauta como prioridade, perpetua desigualdades estruturais. Conforme dados do IBGE, negros ainda representam a maioria entre os indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, realidade que poderia ser combatida a partir de políticas educacionais efetivas.

Portanto, é imprescindível enfrentar a negligência governamental e a falta de conscientização no ambiente escolar para garantir uma educação antirracista. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais e municipais, deve implementar projetos educacionais obrigatórios, com formação continuada para professores sobre questões raciais, distribuição de materiais didáticos que contemplem a diversidade cultural brasileira e realização de campanhas nacionais de conscientização em mídias digitais e televisivas, de forma contínua. Ademais, é necessário que o Poder Legislativo amplie a fiscalização do cumprimento da Lei nº 10.639/2003, garantindo sanções às instituições que descumprirem. Dessa forma, será possível combater a invisibilidade, reduzir preconceitos e promover, de fato, a valorização da herança africana no Brasil.
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    Principais pontos: comp1 não apresentou erros graves de norma; comp2 ao aborda o tema com dissertativo adequado; comp3 usa dados/ideias relevantes; comp4 há uso adequado de conectivos (Ex.: “Em primeiro plano”, “Além disso”, “Portanto”); comp5 proposta de intervenção contempla agente, ação, meio e finalidade de forma detalhada (Ministério da Educação, formação de professores, materiais, campanhas, fiscalização). Sugestões rápidas: reescrever citações para evitar excessos de aspas costuradas, manter consistência de termos (educação antirracista), e, na intervenção, especificar metas mensuráveis (ex.: prazos, indicadores) para fortalecer a implementação.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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Por babaloo
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#163011
Avaliação da redação

Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Erros pontuais de concordância e escolha de palavras, mas a maioria está correta. Teve uso adequado de aspas com citações, porém há pequenas falhas de regência e repetição de termos. Não há erros graves que comprometam a compreensão.

Competência 2 (Compreensão do tema e desenvolvimento/discurso dissertativo-argumentativo): 160
- Tema identificado e desenvolvido com apoio em conceitos e dados. Estrutura introdução–desenvolvimento–conclusão presente, com argumentos sobre ausência de políticas, educação antirracista e fiscalização.

Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos): 160
- Dados e referências relevantes (Constituição, Lei 10.639/2003, IBGE, Freire, Djamila Ribeiro) são usados para sustentar argumentos. Poderia haver maior conexão entre evidências e conclusão para maior força.

Competência 4 (Coesão e coerência): 160
- Uso adequado de conectivos e encadeamento lógico na maior parte do texto. Alguns trechos repetem ideias de forma próxima; poderia haver transições mais fluídas entre parágrafos.

Competência 5 (Proposta de intervenção): 200
- Proposta com quatro elementos: agente (Ministério da Educação, secretarias), ação (projetos obrigatórios, formação de professores, materiais didáticos, campanhas), meio (parcerias, fiscalização) e finalidade (valorização da herança africana, redução de discriminação). Detalhamento suficiente para qualificar a intervenção.

Observação final: o texto atende ao mínimo de 450 caracteres e cumpre as características esperadas, com intervenção bem delineada.

Comentário sincero: você apresenta um argumento sólido sobre falhas estruturais na promoção da herança africana e oferece uma intervenção viável e detalhada. Pequenos ajustes de coesão podem fortalecer o encadeamento entre evidências e conclusão. Continue assim!

Pontuação resumida por competência: 1) 160, 2) 160, 3) 160, 4) 160, 5) 200.
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