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Por retrofuture
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#125295
Na obra "Utopia", de Thomas More, tem-se a descrição de uma sociedade perfeita, em que todos vivem em harmonia e em condições de igualdade. Entretanto, no Brasil, infelizmente, vive-se em desarranjo à obra de More, dado que os desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher ainda persistem no corpo social nacional. À vista disso, não só a omissão familiar, como a desigualdade de gênero, atenuam esse impasse.

Antes de tudo, vale destacar a omissão familiar como um dos principais catalisadores da problemática. Nesse contexto, em consonância com as ideias de Eduardo Galeano, escritor do Uruguai, o primeiro passo para mudar uma realidade consiste em reconhecê-la. Partindo desse pressuposto, infere-se que a figura feminina acaba por ocupar o papel de cuidadora principal devido ao desinteresse que os demais membros da família, geralmente homens, possuem em acompanhar e assumir responsabilidades na rotina de cuidados daqueles que necessitam e nas demais atividades adjacentes. Por conseguinte, tal cenário de desvantagem perdura-se no cotidiano de inúmeras mulheres brasileiras, que, em meio à inércia de seus membros familiares, continuam com a delegação quase que exclusiva do chamado trabalho de cuidado. Isso posto, urge-se uma mudança de postura por parte do corpo familiar.

Outrossim, a desigualdade de gênero ainda mostra-se recorrente na realidade do país. Nesse sentido, ainda é possível perceber a errônea crença de que certas atividades, como o trabalho doméstico, devem ser desempenhadas somente por mulheres, já outras, como a ocupação de cargos de prestígio, apenas por homens. Prova disso é que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019 a média de horas dedicadas pelas mulheres com 14 anos ou mais aos afazeres domésticos era maior que 20 horas semanais, enquanto no caso dos homens o número representava apenas 11 na semana. Tal quadro evidencia a permanência de desproporcionalidades na jornada feminina, uma vez que mesmo lutando para ocupar os mais seletos espaços no corpo social nacional, a mulher ainda é reduzida apenas à tarefa de zelar pela família e pela casa. Assim, é incabível que casos como esse existam no atual século.

Dessa forma, medidas exequíveis para conter os avanços do problema são necessárias. Objetivando mitigar os desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil, cabe ao Ministério das Comunicações, através dos estratos hierárquicos responsáveis, produzir e fomentar conteúdos informativos acerca das desproporcionalidades existentes no trabalho de cuidado tão salutar, a fim de instruir e conscientizar o público sobre a importância da participação e acompanhamento dessas atividades. Ademais, a mídia pode ajudar, veiculando, através dos grandes meios comunicacionais, como o televisivo, campanhas publicitárias que visem, também, a conscientização do tecido social brasileiro acerca das adversidades causadas pela omissão e pela desigualdade. Assim, estaremos cada vez mais próximos da realidade descrita por More.
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COMPETÊNCIA 1: Demonstrar domínio da norma da língua escrita.
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COMPETÊNCIA 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
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COMPETÊNCIA 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
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COMPETÊNCIA 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
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COMPETÊNCIA 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
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Por Katsmoking
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#125981
Boa tarde! Aqui vai a minha análise completa:
ERRO
OBSERVAÇÃO
COMENTÁRIO

TEMA: DESAFIOS PARA O ENFRENTAMENTO DA INVISIBILIDADE DO TRABALHO DE CUIDADO REALIZADO PELA MULHER NO BRASIL

Introdução: Na obra "Utopia", de Thomas More, tem-se a descrição de uma sociedade perfeita, em que todos vivem em harmonia e em condições de igualdade. Entretanto, no Brasil, infelizmente, vive-se em desarranjo à obra de More, dado que os desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher ainda persistem no corpo social nacional. À vista disso, não só a omissão familiar, como a desigualdade de gênero(seja mais específica), atenuam esse impasse.
- De forma geral, um bom repertório e uma boa introdução! Para melhorar, a meu ver, somente se houvesse um repertório mais direcionado e uma abordagem mais detalhada acerca dessas teses!

Desenvolvimento 1: Antes de tudo, vale destacar a omissão familiar como um dos principais catalisadores da problemática. Nesse contexto, em consonância com as ideias de Eduardo Galeano, escritor do Uruguai, o primeiro passo para mudar uma realidade consiste em reconhecê-la. Partindo desse pressuposto, infere-se que a figura feminina acaba por ocupar o papel de cuidadora principal devido ao desinteresse que os demais membros da família, geralmente homens, possuem em acompanhar e assumir responsabilidades(afirmação) na rotina de cuidados daqueles que necessitam e nas demais atividades adjacentes. Por conseguinte, tal cenário de desvantagem perdura-se no cotidiano de inúmeras mulheres brasileiras, que, em meio à inércia de seus membros familiares, continuam com a delegação quase que exclusiva do chamado trabalho de cuidado. Isso posto, urge-se uma mudança de postura por parte do corpo familiar.
- O nível de linguagem e o tamanho do parágrafo estão excepcionais, minha crítica aqui é sobre a relevância desse repertório para a sua afirmação, você afirma que existe — dentro do contexto familiar brasileiro — um desinteresse dos membros masculinos em ajudar com os cuidados diários, porém, o seu repertório apenas justifica a sua conclusão e não esse ponto!

Desenvolvimento 2: Outrossim, a desigualdade de gênero ainda mostra-se(se mostra) recorrente na realidade do país. Nesse sentido, ainda é possível perceber a errônea crença de que certas atividades, como o trabalho doméstico, devem ser desempenhadas somente por mulheres, já outras, como a ocupação de cargos de prestígio, apenas por homens. Prova disso é que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019 a média de horas dedicadas pelas mulheres com 14 anos ou mais aos afazeres domésticos era maior que 20 horas semanais, enquanto no caso dos homens o número representava apenas 11 na semana. Tal quadro evidencia a permanência de desproporcionalidades na jornada feminina, uma vez que mesmo lutando para ocupar os mais seletos espaços no corpo social nacional, a mulher ainda é reduzida apenas à tarefa de zelar pela família e pela casa. Assim, é incabível que casos como esse existam no atual século.
- Excelente parágrafo! Ficou um pouco em aberto a questão do direcionamento das horas de trabalho, porém, é suficiente.

Conclusão: Dessa forma, medidas exequíveis para conter os avanços do problema são necessárias. Objetivando mitigar os desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil, cabe ao Ministério das Comunicações, através(substitua) dos estratos hierárquicos responsáveis, produzir e fomentar conteúdos informativos acerca das desproporcionalidades existentes no trabalho de cuidado tão salutar, a fim de instruir e conscientizar o público sobre a importância da participação e acompanhamento dessas atividades. Ademais, a mídia pode ajudar, veiculando, através dos grandes meios comunicacionais, como o televisivo, campanhas publicitárias que visem, também, a conscientização do tecido social brasileiro acerca das adversidades causadas pela omissão e pela desigualdade. Assim, estaremos cada vez mais próximos da realidade descrita por More.
- Contém todos os fatores essenciais, porém, não é inovadora e pouco é retratada sobre a ótica moderna, as afirmações feitas nas teses não foram muito bem retratadas de volta aqui.

REVISÃO GERAL: Parabéns pela sua redação, está excelente! Algumas coisas, pontuadas anteriormente, podem ser melhoradas, mas representam mudanças mínimas, por enquanto, foque em inovar sua conclusão e usar repertórios mais direcionados para as suas afirmações diretas!
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Por Katsmoking
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#125982
Mais uma coisa! :D
Eu achei a sua redação fenomenal para o tema, aos meus critérios vale algo entre 960/1000, porém, tenha em mente que a banca do INEP tende a ser suuuper criteriosa(ainda mais nos últimos anos), então espere a oscilação de algo entre 900/980!
BONS ESTUDOS!!
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Por RafaelMs
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#125987
Eu curti muito a sua redação, encontrei apenas dois desvios gramaticais (vírgulas)

4° período do 3° parágrafo: "Tal quadro evidencia a permanência de desproporcionalidades na jornada feminina, uma vez que* mesmo lutando para ocupar os mais seletos espaços no corpo social nacional, a mulher ainda é reduzida apenas à tarefa de zelar pela família e pela casa."
O espaço ocupado pelo * (asterisco) deve ser substituído por uma vírgula.

4° período do 2° parágrafo: "Por conseguinte, tal cenário de desvantagem perdura-se no cotidiano de inúmeras mulheres brasileiras,* que, em meio à inércia de seus membros familiares, continuam com a delegação quase que exclusiva do chamado trabalho de cuidado."
A vírgula que antecede o * (asterisco) não foi aplicada corretamente, deve ser removida.

Houve, também, um desvio relacionado ao uso da ênclise (Ex: mostra-se) quando deveria ser usada a próclise (Ex: se mostra).
Mas não acredito que este último seja capaz de tirar alguma pontuação da competência 1.

E eu não identifiquei nenhum detalhamento na sua conclusão, posso estar enganado, mas minha correção fica assim:
C I 200
C II 200
C III 200
C IV 200
C V 160
0

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