Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais eficazes para controlar a desigualdade socioeconômica no país. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa efetividade de políticas de redistribuição de renda e investimentos desiguais em áreas básicas como educação e saúde, grande parte da população continua à margem da cidadania plena, o que perpetua ciclos de pobreza e exclusão social. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa conjuntura.
De outra parte, a má distribuição de renda e oportunidades também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o 1% mais rico do país concentra quase 30% de toda a renda nacional. Partindo desse pressuposto, percebe-se que o sistema econômico brasileiro privilegia uma pequena parcela da população, enquanto milhões vivem em situação de vulnerabilidade e desemprego. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a concentração de riqueza e a falta de mobilidade social contribuem para a perpetuação desse cenário caótico.
Urge, portanto, que é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Governo Federal, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, deve direcionar capital que, por intermédio de programas de inclusão e capacitação profissional, será revertido em ações de geração de emprego e renda, através de parcerias com empresas privadas e investimentos em educação de base, uma vez que a formação cidadã e a igualdade de oportunidades são pilares para o progresso coletivo, com o objetivo de promover justiça social e reduzir as desigualdades no país. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros (Comp.1): redação com expressões mal formuladas e lapsos ortográficos (ex.: “bem como o qual”, “à margem da cidadania plena”) — revisar a norma e pontuação. Sugestão: reescrever: “a essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos, conforme previsto na Constituição”. (Comp.2/3): tema é desigualdade social, mas há uso inequívoco de autores sem relação direta com o tema (Arendt, Aquino) e ligações pouco encadeadas. Sugestão: contextualizar melhor, manter linha argumentativa clara e ser objective. (Comp.4): uso de conectivos presentes, porém há interrupções de ideia; priorizar progressão lógica (portanto, ademais, assim, em virtude disso). (Comp.5): a intervenção contém agente, ação, meio e finalidade, mas detalhar mais ações concretas (ex.: metas, prazos) para robustez.
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