Em primeiro lugar, fatores socioeconômicos continuam sendo os principais responsáveis pelo abandono escolar. Desde o século XIX, durante a Revolução Industrial, já se observava o trabalho precoce como consequência da pobreza — realidade que persiste no Brasil atual. Muitos jovens abandonam a escola para auxiliar na renda familiar, especialmente em áreas periféricas. Além disso, a falta de infraestrutura básica, como transporte, alimentação adequada e acesso a materiais didáticos, reforça desigualdades e torna a escola um espaço distante da realidade desses estudantes. Tal cenário demonstra fragilidades na atuação estatal e contribui para a continuidade do problema.
Outro aspecto relevante está relacionado ao desinteresse estudantil, frequentemente causado por um modelo de ensino pouco significativo. De acordo com Paulo Freire, a educação deve dialogar com a vida do aluno para promover aprendizagem verdadeira. Entretanto, a ausência de metodologias inovadoras, o excesso de conteúdos descontextualizados e a falta de acompanhamento psicológico nas escolas impedem a identificação precoce de dificuldades e tornam o ambiente escolar desmotivador. Isso gera um ciclo que afasta o aluno e aumenta as chances de evasão.
Diante disso, é indispensável que o governo amplie políticas de permanência, com investimentos em transporte escolar gratuito, merenda de qualidade e programas de incentivo financeiro — a exemplo de iniciativas como o Pé-de-Meia e o Bolsa Família, que contribuem para diminuir a vulnerabilidade. Além disso, as escolas devem adotar metodologias ativas, formação continuada para professores e equipes multidisciplinares capazes de oferecer apoio emocional e pedagógico. Por fim, campanhas de conscientização, em parceria com a UNESCO, podem reforçar a importância da educação para toda a comunidade. Assim, será possível reduzir significativamente a evasão escolar e garantir que todos os jovens tenham acesso a uma formação plena e transformadora.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma-padrão: inicialização em minúsculas (“escolar, problema”), algumas pontuações/traços inconsistentes e pequenas falas de concordância. Sugestão: iniciar com “A evasão escolar é um problema estrutural no Brasil...”; usar vírgulas e pontos finais adequados. Coerência/coesão preservadas pela organização em ordem lógica: “Em primeiro lugar… Além disso… Por fim…”. Conteúdo amplo e fundamentado, com propostas de intervenção que incluem agente (governo/ES), meio (transporte gratuito, merenda, bolsa/fomento), finalidade (reduzir evasão). Melhorar detalhamento de metas e indicadores de avaliação para comp5, especificando metas numéricas e prazos. Ex.: “complementar o Bolsa Família com bolsas de estudo mensais até 2026” e “crescimento de 15% na permanência escolar até 2026”, para tornar a intervenção mensurável.
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