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Por francis
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O bê-á-bá da violência escolar no Brasil

A escola é, sobretudo, um local dedicado completamente à educação dos jovens. Porém, a cada dia tem se tornado, também, um palco de intolerância e violência. Esse não é um problema novo. Há muito tempo essas instituições deixaram de ser portos seguros. O que antes era tratado como uma questão disciplinar, atualmente é vista como delinquência juvenil, chegando próximo à criminalidade. Por isso, é fundamental que os próprios locais de ensino e as famílias dos jovens se façam, intensamente, presentes na vida do aluno.

Em primeiro lugar, é importante destacar de que forma esse tipo de violência se propaga em um meio tão estranho à sua existência. Apesar da proibição, por lei, do uso de celulares em sala de aula, a presença exagerada desses meios nos colégios pode ser um agravador nos atos violentos. Hoje, essa é uma das questões mais polêmicas.

Talvez o aparelho seja um dos maiores disseminadores dos atos de violência escolar no Brasil, já que com ele é possível gravar e propagar brigas, além de incentivar intrigas e rachas dentro de sala, até mesmo na questão do cyberbullying.

Outro fator determinante para a violência nas escolas é a segurança que o aluno sente nesse ambiente. Se identificar com os professores, se sentir amparado e manter boas relações com os colegas é primordial para que isso não ocorra. Muitas vezes, o distanciamento criado entre aquele que dá aula e o que a vê pode alimentar essa agressividade, além da ideia de concorrência, investimento de muitos colégios.

Atualmente, são inúmeros os casos de estudantes violentando seus mestres, seus próprios colegas e até destruindo o patrimônio escolar – seja ele público ou privado -, o que pode ser reflexo direto dessa falta de proximidade entre o aluno e o ambiente em que está – ou deveria estar – inserido.

Torna-se evidente, portanto, que a violência escolar no Brasil, tem causas e consequências graves, sendo necessário que medidas urgentes sejam pensadas a fim de minimizar ou até resolver esse problema. Dessa maneira, para a retração desse cenário, pode-se pensar em uma redefinição das regras do uso de aparelhos celulares em sala, por parte da escola e, também, em uma conversa com os próprios pais.

Além disso, é fundamental a orientação, da família, das instituições e dos próprios alunos, por especialistas em psicologia escolar. A psicopedagogia pode ser utilizada para que os estudantes se sintam à vontade com o diálogo, com a construção de relações de empatia para com seus colegas e com o ambiente em que passam a maior parte do seu tempo. Só assim, revendo regras e debatendo ideias, será possível fazer do ambiente escolar um verdadeiro aprendizado para a vida em sociedade e não um propagador de atitudes violentas.

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