Em primeiro lugar, observa-se que a banalização do problema contribui para sua permanência na sociedade. Isso ocorre porque, ao se acostumar com a disseminação de informações falsas ou manipuladas, a população tende a naturalizar comportamentos e realidades que exigiriam ação coletiva. Tal ideia pode ser observada na obra “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, em que a população vive alienada e conformada diante de um sistema controlador, sem questionar as estruturas de poder. De forma análoga, na sociedade contemporânea, a indiferença diante da desinformação e da manipulação digital reforça a manutenção de problemas que deveriam ser enfrentados com urgência.
Ademais, a omissão do Estado e a deficiência educacional também intensificam a dificuldade de resolver a questão da influência negativa das redes sociais na formação da opinião pública. A ausência de políticas públicas eficazes e de uma formação cidadã crítica impede que os indivíduos compreendam seu papel social e analisem com responsabilidade as informações que consomem. Nesse sentido, a filósofa Hannah Arendt, ao discutir a “banalidade do mal”, afirma que grandes injustiças ocorrem quando as pessoas deixam de pensar e agir eticamente. Assim, a falta de educação midiática e a passividade do poder público consolidam um ciclo de desinformação e alienação que perpetua essa realidade.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigar o problema da influência das redes sociais na formação da opinião pública. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação e da Cultura, deve promover campanhas de conscientização e programas educativos, por meio de projetos escolares, mídias sociais e políticas públicas de longo prazo, com o intuito de estimular o senso crítico e a responsabilidade social dos cidadãos. Assim, será possível construir uma sociedade mais empática, reflexiva e comprometida com o progresso coletivo.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros relevantes: (Comp.1) crase em “devido à negligência do poder público”; corrigir para “devido à negligência do poder público”. Além disso, evita “Ministério da Educação e da Cultura” (instituição tradicionalmente é MEC - Ministério da Educação); manter apenas “Ministério da Educação (MEC)”. (Comp.2-4) uso adequado de conectivos e progressão lógica, estavam satisfatórios; apenas pequenas ajustes de coesão são úteis. (Comp.5) a proposta de intervenção existe, mas poderia detalhar com agente, ação, meio e finalidade de forma explícita (ex.: “Governo Federal e MEC promovem... com meio: escolas públicas e plataformas digitais; finalidade: reduzir desinformação e fortalecer democracia”). Sugestão de reescrita de intervenção: “Agentes: Governo Federal e MEC; Ação: implementar um programa de formação midiática e campanhas públicas; Meio: escolas, redes sociais e mídia tradicional; Finalidade: desenvolver pensamento crítico e reduzir a desinformação.”
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