Diante desse cenário, é indubitável destacar o desconhecimento da população brasileira, como um grave precursor da rejeição sobre refugiados. Nesse panorama, o ex presidente da África do Sul, Nelson Mandela, evidencia o seu ponto de vista na fala “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Entretanto, o posicionamento de Nelson é contrariado pela desinformação no que tange à diáspora — deslocamento de pessoas induzido por problemas sociais — enraizado nas pessoas, o que se exemplifica em dizeres pejorativos lançados a essa coletividade, agravando a disseminação de ódio contra ela. Desse modo, tal estigma deve ser combatido.
Outrossim, a ineficácia estatal no que se refere à segurança de refugiados configura-se como um forte agravante para a sua fragilização. Sob esse viés, a filósofa Hannah Arendt levantou o conceito da “A Banalidade do Mal”, utilizando-o para discutir acerca da normalização de uma problemática devido a sua recorrência. Nesse sentido, o contínuo descaso dos órgãos competentes para assegurar uma boa e segura qualidade de vida a esse grupo é inquestionável, visto a ausência de devidos suportes para a sua estabilização no país, o que, consequentemente, faz com que ele seja alvo de violências e desestrutura. Então, essa questão perpetua o desafio de acolher esse povo.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigar essa problemática. Para isso, o Estado - órgão responsável por direcionar a nação - deve conscientizar a população e estabelecer a segurança aos refugiados, por meio de parcerias com as escolas para a realização de palestras e de aplicações de direitos favorecentes ao seu bem-estar, a fim de garantir a aceitação e respeito direcionados a esse grupo. Assim, o país acolherá todos os indivíduos devidamente, se distanciando da similaridade com o conto “O Patinho feio”.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: (C1) uso inadequado de algumas expressões e grafias (ex.: “em volta de patos”; “ex presidente”; “desestrutura”) que mostram falhas da norma-padrão; sugiro: “ao redor de patos”; “ex-presidente”; “desestabilização”/“desestrutura” conforme o caso. (C2-C3) argumentação quase coerente, mas há aproveitamento circunscrito de referências (Mandela, Arendt) sem vínculo claro com soluções locais; recomendo conectar cada citação a um ponto de defesa com ligação explícita. (C4) conectivos usados, boa progressão; manter clareza com sequências mais diretas: “Primeiro..., além disso..., por fim...”. (C5) intervenção apresentada com agente (Estado) e ações (parcerias com escolas, palestras) e finalidade (respeito/aceitação); porém detalhar pelo menos uma medida prática (cronograma, metas, público-alvo, avaliação). Reescrita sugerida: introdução clara; desenvolvimento com 2 argumentos apoiados em dados/experiências; conclusão com proposta de intervenção detalhada, incluindo quem faz o quê, como, onde e até quando. Ex.: “O Estado, em parceria com redes de ensino, implementará um programa de acolhimento com palestras quinzenais, materiais informativos e canais de denúncia, com metas a serem avaliadas semestralmente.”
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Erros de concordância, regência e vocabulário: há vários deslizes (ex.: “o cont o infantil” não; mas há “em volta de patos”, “é indubitável destacar”); uso de termos inadequados ou genéricos (ex.: “desinformação no que tange à diáspora”); algumas construções parecemOICE. Não chega a 200, porém não são muitos e não impedem a compreensão integral.
Competência 2 (Compreensão do tema e aplicação de conceitos): 160
- Tema do acolhimento de refugiados é abordado, com referências a políticas públicas e críticas sociais. Contudo, há mistura de referências históricas sem vínculo claro de defesa de argumentos consistentes; o texto tenta dialogar com diferentes áreas (ética, política, educação) mas a articulação é frágil em alguns trechos.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 120
- Argumentos presentes (ignorância, negligência estatal, educação como transformação). Entretanto, há falhas de organização lógica entre ideias e transições pouco fluidas; exemplos e citações aparecem de modo disperso, prejudicando a construção de um ponto de vista central sólido.
Competência 4 (Coesão e coerência): 120
- Uso de conectivos é limitado e, por vezes, inadequado (“desse modo”, “outra”). A progressão de ideias é interrompida por digressões; cuidado com repetições e com a clareza das ligações argumentativas.
Competência 5 (Proposta de intervenção): 120
- Proposta apresenta agentes (Estado, escolas), ações (conscientização, parcerias, direitos), meios (palestras, aplicações de direitos) e finalidade (aceitação, segurança, bem-estar). Contudo, alguns elementos não estão bem detalhados; falta especificar como medir resultados e quais direitos exatamente seriam assegurados.
Resumo de pontos fortes:
- Tema relevante e tentativa de articulação com teorias (Mandela, Hannah Arendt).
- Proposta de intervenção com presença de quatro componentes, ainda que pouco detalhada.
Comentários finais (unicidade em 1 parágrafo): A redação mostra boa motivação ao