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Por Samara102006
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#119892
Conforme foi dito pelo filósofo Jürger Habermas - a linguagem é uma verdadeira forma de ação- isto é, se modifica de acordo com o falante e a sua individualidade. Assim, por meio da palavra, sendo ela oral ou escrita, o indivíduo é capaz de fazer aquilo que o diferencia dos outros seres vivos: a utilização da linguagem na exposição de seus ideais. Porém, nota-se no contexto social brasileiro que o preconceito linguístico impede uma grande parcela do coletivo de expressar suas ideias. Nesse sentido, é de suma importância compreendermos quais razões levam a discriminação vocabular a ser uma realidade no Brasil.

Nesse viés, destaca-se que um dos principais fatores responsáveis por essa circunstância é a desigualdade epistêmica. Sob essa perspectiva, o livro "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector retrata a história de Macabéa, uma jovem que, por não ter condições financeiras,não pôde concluir os estudos, e por isso escrevia as palavras da forma errada. Para além da ficção, é possível observar que, assim como a personagem, muitas pessoas não dominam a norma culta por não terem renda suficiente para estudarem, levando-os a serem discriminados pelos mais afortunados. Desse modo, esses indivíduos -vítimas da desigualdade do conhecimento- serão, cada vez mais, silenciados pelos que acreditam serem os detentores da língua.

Ademais, a ignorância de parte da população sobre as diversidades regionais contribuem a essa problemática. Isso acontece, porque assim como disse o filósofo Voltaire -preconceito é opinião sem conhecimento- por esse motivo muitos brasileiros são preconceituosos com os falantes de outras regiões,à exemplo da nordeste e norte, pois não conheciam aquela variação da linguagem, em outras palavras os sotaques. Com isso, assume que ela está inadequada desconsiderando toda a riqueza cultural que há no país. Com efeito, tal postura os distanciaram do convívio social

Portanto, ao entender que o preconceito linguístico ocorre por causa das diferenças regionais e econômicas, medidas deverão ser tomadas. Dessa forma, cabe ao Poder Executivo Federal, mas especificamente ao Ministério da Educação, promover discussões sobre o tema. Tal ação acontecerá por meio de aulas,nas matérias de geografia e língua portuguesa, acerca das diferenças linguísticas que existem no país e também sobre a valorização das multiplicidades,além de serem instituídos a respeitarem a maneira como todos se expressam. A fim de que as próximas gerações compreendam,com base na afirmação de Jürger Habermas, a importância da linguagem no processo de cidadania do homem enquanto ser social
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Comentários
Texto não corrigido
COMPETÊNCIA 1: Demonstrar domínio da norma da língua escrita.
Texto não corrigido
COMPETÊNCIA 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Texto não corrigido
COMPETÊNCIA 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Texto não corrigido
COMPETÊNCIA 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Texto não corrigido
COMPETÊNCIA 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Texto não corrigido
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Por Higorvaz
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#119903
Olá, @Samara102006! Como requisitado, irei corrigir sua redação aqui! :mrgreen:


TIPO DE CORREÇÃO: ESTRUTURADA E GRAMATICAL



INTRODUÇÃO:

"Conforme foi(o) dito pelo filósofo Jürger Habermas - a linguagem é uma verdadeira forma de ação-, isto é, se modifica de acordo com o falante e a sua individualidade. Assim, por meio da palavra, sendo ela oral ou escrita, o indivíduo é capaz de fazer aquilo que o diferencia dos outros seres vivos: a utilização da linguagem na exposição de seus ideais. Porém, nota-se, no contexto social brasileiro, que o preconceito linguístico impede uma grande parcela do coletivo de expressar suas ideias, o que é um problema grave. Nesse sentido, é de suma importância compreendermos quais razões levam a discriminação vocabular a ser uma realidade no Brasil."

Notas: Boa introdução! Ressalto alguns erros de vírgula (pontuação), pois percebo que há uma possível confusão nessa área. Geralmente, usa-se o travessão ( - ) para explicar algo, como no caso da vírgula. Entretanto, ele não substitui o uso dela, ou seja, ainda, caso a sentença anterior ao travessão precise terminar com vírgula, você deve colocá-la ao final do travessão, como foi feito ali no "isto é".

Ademais, recomendo não utilizar o travessão para citar frases, como feito, pois confunde um pouco quem está lendo - pois ele espera uma explicação ou algo do tipo :). E, um adendo final, sempre adicione juízo de valor em sua crítica, ou seja, prefira sempre usar adjetivos para expressar sua opinião acerca do problema: "grave", "chaga", "problema, problemática", "empecilho", "estorvo", "retrógrado(a)", "trágico" e etc.


DESENVOLVIMENTO 1:

"Nesse viés, destaca-se que um dos principais fatores responsáveis por essa circunstância é a desigualdade epistêmica. Sob essa perspectiva, o livro "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector, retrata a história de Macabéa, uma jovem que, por não ter condições financeiras, não pôde concluir os estudos, e, por isso, escrevia as palavras da(e) forma errada. Para além da ficção, é possível observar que, assim como a personagem, muitas pessoas não dominam a norma culta por não terem renda suficiente para estudarem(Por quê não dominam? Quem é o responsável por essa falta de escolarização? Explique melhor essa relação ente o seu argumento e repertório), levando-os a serem discriminados pelos mais afortunados(Não estudar é motivo de discriminação? Por que os mais abastados (ricos) discriminam os que não possuem nada? Isso tem a ver com escolaridade ou língua? É um reflexo da desigualdade ou da educação?). Desse modo, esses indivíduos -vítimas da desigualdade do conhecimento- serão, cada vez mais, silenciados pelos que acreditam serem os detentores da língua."


Notas: Aqui, vemos alguns erros de argumentação, bem como alguns gramaticais corrigidos ali em cima :). Com base nas perguntas que fiz ali, vou elucidar meus pensamentos. Primeiro, é importante que você saiba que o corretor está em constante procura por explicações, ou seja, cada frase, palavra, período que você colocar tem que, de alguma forma, fazer sentido e agregar para o raciocínio. Entretanto, veja que você, ao dizer que aqueles não possuem condições financeiras não concluem os estudos (ótimo argumento, por sinal, só faltou isto que irei falar) é um bom começo, mas é necessário explicar o por quê disso. Perceba que você diz que a desigualdade epistêmica é responsável, mas, será mesmo? Será que isso não é a causa, a falta de escolarização seria a consequência e, de fato, o responsável por tudo isso seria.... Sim, você não culpou ninguém, nem o Estado, nem as escolas. É importante que haja uma culpabilização concreta em cima do problema, ou seja, algo que seja atingível (um agente, Estado etc.)

Segundo, você não explicou devidamente o por quê das coisas serem desse jeito. Por quê há uma discriminação do ricos sobre os que não possuem escolarização? Talvez você queria ter passado a ideia de que, se um indivíduo não tem escolarização, ele pode ter dificuldades de se comunicar ou se comunicar de uma forma que não seja a ensinada pelas instituições pedagógicas, isto é, de alguma forma que não seja a correta. E isso poderia incomodar aqueles afortunados - não entendi esse termo também, afortunados de escolaridade ou dinheiro? Ficou vago, recomendo explicar -, mas você não explicou isso devidamente para o corretor, o que deixa uma lacuna de entendimento no raciocínio. (Lembre-se, o corretor não é mágico nem vidente pra adivinhar o que você pensa! Explique e explique! :mrgreen: )

DESENVOLVIMENTO 2:

"Ademais, a ignorância de parte da população(Quem são esses? A que parte/grupo você se refere?) sobre as diversidades regionais contribuem a essa problemática. Isso acontece, porque assim como disse o filósofo Voltaire -preconceito é opinião sem conhecimento-. Por esse motivo, muitos brasileiros são preconceituosos com os falantes de outras regiões, àa exemplo do nordeste e norte, pois não conhecem aquela variação da linguagem Por que motivo não conhecem? Você só disse que eles não conhecem, mas não disse o motivo disso), em outras palavras, os sotaques. Com isso, assume que ela está inadequada desconsiderando toda a riqueza cultural que há no país (O que você quis dizer com isso?). Com efeito, tal postura os distanciaram do convívio social"

Nota: Acho que é melhor que, quando você vá utilizar de alguma frase para embasar sua argumentação, somente fazer uso da vírgula, deixe os travessões para explicar ou desdobrar :). Indo para o raciocínio, aqui, também, sinto falta de uma explicação melhor do por quê das coisas que você diz no texto. Perceba que minhas perguntas, se você não soubesse nada sobre o assunto, fariam sentido, pois alguém não desconhece algo simplesmente por desconhecer - há um motivo por trás disso, não? O pouco contato com esses "sotaques" diferentes (acho que essa era sua visão, mas faltou o por quê deles não se conhecerem, né? Eles estão muito longe um do outro? O escolarizado está na urbe (cidade) e o outro discriminado está aonde?) ou até mesmo a falta de debates e discussões acerca dessa questão nas escolas.

Por isso, aconselho que, sempre que vá escrever um parágrafo de desenvolvimento, primeiro encontre um responsável concreto (Estado, escolas, família, setor privado (empresas), mídia, e etc.) e depois diga o que eles fazem (causas), e o que isso acarreta (consequências) para a sociedade, sempre elucidando tudo que você escrever, explique para que não haja lacunas! :mrgreen:


PROPOSTA DE INTERVENÇÃO:

"Portanto, ao entender que o preconceito linguístico ocorre por causa das diferenças regionais e econômicas, medidas deverão ser tomadas. Dessa forma, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente ao Ministério da Educação, promover discussões sobre o tema. Tal ação acontecerá por meio de aulas, nas matérias de geografia e língua portuguesa, acerca das diferenças linguísticas que existem no país e também sobre a valorização das multiplicidades, além de serem instituídos(ensinados) a respeitarem a maneira como todos se expressam. A fim de que as próximas gerações compreendam, com base na afirmação de Jürger Habermas, a importância da linguagem no processo de cidadania do homem enquanto ser social"

Notas: Proposta completa! Tudo certinho por aqui ( :lol: )



CONCLUSÕES FINAIS: O QUE ACHEI DO TEXTO

Texto acima da média, sem dúvidas. Ainda há algumas coisas a serem levadas em consideração na sua evolução, como na gramática e, principalmente, na argumentação. Peço que preste atenção e tente entender o motivo de eu ter sinalizado tais pontos e, na próxima redação, aplique isso. Veja, a teste, no seu próximo texto, se tudo que você quer passar para o leitor, seu ponto de vista, está bem articulado no texto e bem visível - uma das formas é ver se você entende somente na sua cabeça, e não lendo o texto, isto é, se você, somente lendo o texto, não consegue passar a ideia que está na sua cabeça, isso precisa ser melhor elucidado :)

Bom, fico por aqui e, até mais! Bons estudos!! :mrgreen:
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Por Samara102006
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#119906
Muito obrigada msm @Higorvaz, vou aplicar suas dicas no meu próximo texto! 💛
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Por Mylike
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#119963
Bom, o Higor já deve ter explicado tudo, sua redação está boa!:)
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