Em primeiro lugar, é notório que a família exerce papel fundamental na formação da masculinidade tradicional, funcionando como um espaço de reprodução de valores e comportamentos. Desde a infância, muitos meninos são ensinados a conter o choro, a esconder sentimentos e a demonstrar força física como sinônimo de coragem, o que os distancia da liberdade emocional. Essa influência é retratada no filme "O Menino que Descobriu o Vento", no qual o pai do protagonista expressa uma masculinidade rígida e autoritária dentro do ambiente doméstico, impondo-se como exemplo de homem forte e inabalável. Tal postura evidencia como a rigidez emocional é transmitida de geração em geração, reforçando a ideia de que vulnerabilidade é sinônimo de fraqueza. Sob essa ótica, a família acaba perpetuando um ciclo de repressão afetiva que prejudica o desenvolvimento emocional masculino.
Além disso, a cultura e os meios de comunicação contribuem para a perpetuação da masculinidade tradicional. A indústria cultura, por meio de músicas, filmes e propagandas, reforça a ideia de que o homem deve ser forte, racional e emocionalmente contido. Tal idealização é explícita na canção "Homem não chora", interpretada pelo cantor Pablo, a música ilustra esse fenômeno ao naturalizar a expressão dos sentimentos masculinos como sinal de maturidade e resistência, o que contribui para a depressão, ansiedade e outros casos psíquicos quando não tratados. Dessa forma, a cultura popular atua como ferramenta da manutenção de estereótipos dificultando a desconstrução de padrões que limitam a liberdade afetiva e psicológica dos homens na sociedade contemporânea.
Em vista dos argumentos expostos, é urgente instituir respostas articuladas que enfrentem o estigma da masculinidade tradicional. Nesse sentido, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, deve promover campanhas educativas permanentes, com participação de psicólogos nas escolas, unidades básicas de saúde, ambientes de trabalho e meios de comunicação, além de incluir a educação emocional no currículo escolar e formar professores para esse diálogo. Concomitantemente, políticas públicas que ampliem o acesso a serviços de saúde mental e programas de prevenção ao suicídio voltados aos homens são fundamentais. A família cabe exercer uma educação afetiva que valorize a expressão das emoções e desconstrua frases e comportamentos que reforçam a invulnerabilidade masculina. Apenas com a conjunção entre ações estatais, mudanças culturais e práticas familiares poderemos reduzir os impactos sobre a saúde mental masculina e promover uma sociedade mais empática e saudável.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros: C1 – ortografia/concordância: “Brasi” (Brasil), “indústria cultura” (indústria cultural), alguns trechos com estrutura/acentuação inadequada. Ex.: “Essa ideal” → “Esse ideal”; pontuação inconsistente. C2/C3 – referências históricas e fontes: citar Futurismo e Filippo sem precisão pode fragilizar a argumentação; manter foco no tema e evitar dados pouco pertinentes. C4 – há conectivos, mas há repetições e ocasiões de vazios entre ideias. C5 – intervenção apresentada com agentes, ações, meios e finalidade, mas pode detalhar metas. Sugestões: reformular trechos: “Brasil”, “indústria cultural”; manter foco histórico-social; adicionar metas explícitas nas propostas.
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