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Por guimaraes1
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A utilização de chupetas por adultos, um fenômeno em ascensão, pode ser vista como uma manifestação da síndrome de Peter Pan, condição na qual indivíduos buscam refúgio em comportamentos infantis para escapar das responsabilidades da vida adulta. Do mesmo modo, esse cenário distancia-se de um quadro social saudável, visto os desafios para o pleno desenvolvimento emocional e a adaptação do indivíduo ao cotidiano. Diante disso, é crucial analisar o descaso da esfera social e a negligência familiar como causas dessa grave problemática.
Em primeiro lugar, convém ressaltar que a negligência familiar é um fator preponderante para a fuga de responsabilidades. Essa inoperância decorre da precariedade de uma educação afetiva, que se manifesta na ausência de diálogo, afeto e acolhimento. Com efeito, essa conjuntura justifica-se na fragilidade do núcleo familiar em lidar com as questões emocionais, na falta de orientação e no estímulo à individualidade, o que torna as relações passíveis de serem consideradas como um estado de “zumbi”, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, já que se afastam de seus objetivos principais, a saber, a formação social e emocional do indivíduo. Nesse sentido, diante dessa falta de suporte, fomenta-se a dependência emocional e a imaturidade, prejudicando a capacidade de resolução de conflitos e de adaptação à vida adulta.
Além disso, é válido destacar que o imaginário social cria uma configuração propícia para a permanência desses entraves ao desenvolvimento. Isso ocorre, porquanto se verifica a persistência de atitudes que minimizam a importância dos sentimentos, a exemplo do preconceito associado a manifestações de fragilidade, como o choro e a busca por ajuda psicológica. Decerto, tal prisma fundamenta-se em resquícios de uma mentalidade machista, em que se vigorava a negação de emoções em um contexto patriarcal. Em virtude disso, o enraizamento desse pensamento e a sua consequente naturalização mostram-se responsáveis por altos índices de violência simbólica, como a atribuição de comportamentos infantis como pejorativos. Dessa forma, observa-se o prejuízo à inclusão social, a qual perde suas individualidades e se anula em prol de uma imagem socialmente aceita.
Por conseguinte, torna-se evidente que os desafios advindos da negligência familiar e da sociedade devem ser amenizados. Em vista disso, urge que o Ministério da Saúde — órgão encarregado da saúde mental no país — execute a melhoria do tratamento emocional, com uma perspectiva aprofundada e protagonista frente ao recorte físico. Isso deverá ser feito por meio da maior capacitação dos profissionais de saúde e da universalização do conteúdo nas escolas, com o fito de atender às necessidades emocionais. Outrossim, cabe ao Ministério da Família e dos Direitos Humanos, mediante propagandas periódicas nos veículos midiáticos, elucidar o povo sobre a temática e desconstruir mentalidades preconceituosas. Dessa maneira, espera-se que haja a valorização do desenvolvimento emocional no Brasil.
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    Erros/limites: 1) Norma padrão apresenta frases longas com algumas concordâncias e escolhas lexicais inadequadas (p.ex., “essa conjuntura justifica-se na fragilidade do núcleo familiar”; ajuste: “essa conjuntura reflete a fragilidade do núcleo familiar”). 2) Coesão: há bom uso de conectivos, porém transições entre ideias poderiam ser mais diretas para evitar repetição de argumentos. 3) Conteúdo: defesa robusta do tema, porém fundamentação com Bauman e machismo aparece de modo disperso; conecte causas a consequências com evidência empírica. 4) Proposta de intervenção está presente, com agentes e ações, mas detalhe mais os meios (recursos) e a avaliação de impacto. Sugestões: reescrever trechos, por exemplo: “O Ministério da Saúde deve capacitar profissionais da saúde mental e integrar educação emocional nas escolas, com metas mensuráveis.” Então mantenha objetivo central, use dados ou exemplos práticos. E.Um exemplo de intervenção mais detalhada: agentes (Ministério da Saúde, redes de escolas), ações (programas de apoio emocional, formação continuada), meios (oficinas, materiais educativos, serviços de acolhimento), finalidade (reduzir dependência emocional e promover resiliência).

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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Por babaloo
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#167942
Avaliação da Redação

Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão: 120
- Erros presentes: coerência alterada em alguns trechos, vocabulário formal inadequado em “recurso ao recorte físico”, “zumbi” entre aspas; grafias aceitáveis, mas há construções que comprometem a fluidez. Não há muitos desvios graves, mas há problemas de concordância e de escolha de termos em alguns trechos.

Competência 2 – Compreensão do tema e organização discursiva: 120
- Aborda o tema, apresentando uma linha de defesa sobre a relação entre negligência familiar, preconceito social e uso de chupetas por adultos. Estrutura: introdução, desenvolvimento (dois parágrafos) e conclusão, porém há falha na progressão de ideias e alguns trechos repetitivos.

Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações: 120
- Argumentos relevantes: relação entre família, sociedade, preconceito, saúde mental. Contudo, falta uma articulação mais clara entre evidências e argumentos, com exemplos mais consistentes.

Competência 4 – Coesão e coerência: 120
- Conectivos presentes, mas a progressão entre ideias fica interrompida em alguns trechos; há fluidez limitada em certas transições.

Competência 5 – Proposta de intervenção (com agentes, ações, meios e finalidades): 120
- Proposta com agentes (Ministério da Saúde, Ministério da Família e dos Direitos Humanos), ações (capacitar profissionais, universalizar conteúdos; campanhas midiáticas), meios (escolas, veículos midiáticos) e finalidade (desconstruir preconceitos, desenvolver educação emocional). Contudo, detalhamento insuficiente em alguns elementos; falta especificação de metas, prazos ou acompanhamento.

Nota final por competência (0, 40, 80, 120, 160 ou 200): 120, 120, 120, 120, 120

Comentário (único parágrafo, em primeira pessoa, até 500 caracteres):
Gostei da escolha de enfrentar um tema pouco comum e de ligar o uso de chupetas a fatores emocionais e sociais. Para melhorar, refine a norma culta, torne as transições entre parágrafos mais suaves e detalhe mais a intervenção
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Cop30.

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