Em primeiro lugar, convém ressaltar que a negligência familiar é um fator preponderante para a fuga de responsabilidades. Essa inoperância decorre da precariedade de uma educação afetiva, que se manifesta na ausência de diálogo, afeto e acolhimento. Com efeito, essa conjuntura justifica-se na fragilidade do núcleo familiar em lidar com as questões emocionais, na falta de orientação e no estímulo à individualidade, o que torna as relações passíveis de serem consideradas como um estado de “zumbi”, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, já que se afastam de seus objetivos principais, a saber, a formação social e emocional do indivíduo. Nesse sentido, diante dessa falta de suporte, fomenta-se a dependência emocional e a imaturidade, prejudicando a capacidade de resolução de conflitos e de adaptação à vida adulta.
Além disso, é válido destacar que o imaginário social cria uma configuração propícia para a permanência desses entraves ao desenvolvimento. Isso ocorre, porquanto se verifica a persistência de atitudes que minimizam a importância dos sentimentos, a exemplo do preconceito associado a manifestações de fragilidade, como o choro e a busca por ajuda psicológica. Decerto, tal prisma fundamenta-se em resquícios de uma mentalidade machista, em que se vigorava a negação de emoções em um contexto patriarcal. Em virtude disso, o enraizamento desse pensamento e a sua consequente naturalização mostram-se responsáveis por altos índices de violência simbólica, como a atribuição de comportamentos infantis como pejorativos. Dessa forma, observa-se o prejuízo à inclusão social, a qual perde suas individualidades e se anula em prol de uma imagem socialmente aceita.
Por conseguinte, torna-se evidente que os desafios advindos da negligência familiar e da sociedade devem ser amenizados. Em vista disso, urge que o Ministério da Saúde — órgão encarregado da saúde mental no país — execute a melhoria do tratamento emocional, com uma perspectiva aprofundada e protagonista frente ao recorte físico. Isso deverá ser feito por meio da maior capacitação dos profissionais de saúde e da universalização do conteúdo nas escolas, com o fito de atender às necessidades emocionais. Outrossim, cabe ao Ministério da Família e dos Direitos Humanos, mediante propagandas periódicas nos veículos midiáticos, elucidar o povo sobre a temática e desconstruir mentalidades preconceituosas. Dessa maneira, espera-se que haja a valorização do desenvolvimento emocional no Brasil.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros/limites: 1) Norma padrão apresenta frases longas com algumas concordâncias e escolhas lexicais inadequadas (p.ex., “essa conjuntura justifica-se na fragilidade do núcleo familiar”; ajuste: “essa conjuntura reflete a fragilidade do núcleo familiar”). 2) Coesão: há bom uso de conectivos, porém transições entre ideias poderiam ser mais diretas para evitar repetição de argumentos. 3) Conteúdo: defesa robusta do tema, porém fundamentação com Bauman e machismo aparece de modo disperso; conecte causas a consequências com evidência empírica. 4) Proposta de intervenção está presente, com agentes e ações, mas detalhe mais os meios (recursos) e a avaliação de impacto. Sugestões: reescrever trechos, por exemplo: “O Ministério da Saúde deve capacitar profissionais da saúde mental e integrar educação emocional nas escolas, com metas mensuráveis.” Então mantenha objetivo central, use dados ou exemplos práticos. E.Um exemplo de intervenção mais detalhada: agentes (Ministério da Saúde, redes de escolas), ações (programas de apoio emocional, formação continuada), meios (oficinas, materiais educativos, serviços de acolhimento), finalidade (reduzir dependência emocional e promover resiliência).
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Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão: 120
- Erros presentes: coerência alterada em alguns trechos, vocabulário formal inadequado em “recurso ao recorte físico”, “zumbi” entre aspas; grafias aceitáveis, mas há construções que comprometem a fluidez. Não há muitos desvios graves, mas há problemas de concordância e de escolha de termos em alguns trechos.
Competência 2 – Compreensão do tema e organização discursiva: 120
- Aborda o tema, apresentando uma linha de defesa sobre a relação entre negligência familiar, preconceito social e uso de chupetas por adultos. Estrutura: introdução, desenvolvimento (dois parágrafos) e conclusão, porém há falha na progressão de ideias e alguns trechos repetitivos.
Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações: 120
- Argumentos relevantes: relação entre família, sociedade, preconceito, saúde mental. Contudo, falta uma articulação mais clara entre evidências e argumentos, com exemplos mais consistentes.
Competência 4 – Coesão e coerência: 120
- Conectivos presentes, mas a progressão entre ideias fica interrompida em alguns trechos; há fluidez limitada em certas transições.
Competência 5 – Proposta de intervenção (com agentes, ações, meios e finalidades): 120
- Proposta com agentes (Ministério da Saúde, Ministério da Família e dos Direitos Humanos), ações (capacitar profissionais, universalizar conteúdos; campanhas midiáticas), meios (escolas, veículos midiáticos) e finalidade (desconstruir preconceitos, desenvolver educação emocional). Contudo, detalhamento insuficiente em alguns elementos; falta especificação de metas, prazos ou acompanhamento.
Nota final por competência (0, 40, 80, 120, 160 ou 200): 120, 120, 120, 120, 120
Comentário (único parágrafo, em primeira pessoa, até 500 caracteres):
Gostei da escolha de enfrentar um tema pouco comum e de ligar o uso de chupetas a fatores emocionais e sociais. Para melhorar, refine a norma culta, torne as transições entre parágrafos mais suaves e detalhe mais a intervenção