Diante desse quadro, embora facilitem a comunicação e o acesso à informação, também se tornaram um espaço de intensa comparação corporal. Nesse viés,observa-se um crescimento preocupante dos casos de transtornos alimentares, depressão e outras doenças psicológicas nessa faixa etária devido a quantidade de pessoas tentando atingir um corpo padronizado. Nesse sentido, em um dos episódio do desenho animado “Doug”, uma personagem começou a sofrer de transtornos alimentares tentando obter o corpo ideal que ela aspirava depois de ver mulheres magras na mídia. Assim, o uso excessivo das redes sociais torna-se um obstáculo significativo para o equilíbrio psicológico dos jovens.
Além disso, outro desafio importante relacionado à saúde mental dos jovens é a dependência crescente das tecnologias e o consequente isolamento social. Nesse cenário, o programa jornalístico “Profissão Repórter” discutiu em um dos episódios o número de crianças e adolescentes viciados em jogos de computador e em redes sociais, evidenciando que, devido à dependência, eles começam a cortar relações com pessoas na vida real e acima disso, causa ansiedade. Dessa forma, a necessidade constante de estar conectado pode gerar irritabilidade quando o jovem se vê longe das telas, caracterizando um comportamento de vício digital. Logo, a tecnologia tem se tornado, paradoxalmente, uma barreira ao equilíbrio emocional e à convivência saudável.
Portanto, é urgente a implementação de medidas que revertam esse cenário. O Ministério da Educação, responsável por formar jovens mais críticos, deve, por meio de palestras e acompanhamento psicológico, implementar programas educacionais nas escolas que abordam o uso consciente das mídias digitais. Tal ação, articulada com campanhas, ONGs e universidades, visa formar jovens mais críticos, equilibrados e emocionalmente preparados para lidar com os impactos do mundo virtual, a fim de promover uma convivência mais saudável entre a juventude e as tecnologias. Assim, será possível evitar os problemas da saúde mental de jovens brasileiros devido à era digital.
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C1 Norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 70% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 70% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 Seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 70% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 Construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 50% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros identificados (por competência) e sugestões de melhoria:
Competência 1 — Erros gramaticais e correções
1) Falta de espaço/typo: Nesse viés,observa-se -> Nesse viés, observa-se.
2) Crase ausente: devido a quantidade -> devido à quantidade.
3) Concordância nominal/numero: em um dos episódio -> em um dos episódios.
4) Concordância verbal/estrutura frasal: e acima disso, causa ansiedade. -> e, acima disso, isso causa ansiedade / e, acima disso, provoca ansiedade.
5) Construção ambígua/detached clause: Diante desse quadro, embora facilitem a comunicação e o acesso à informação, também se tornaram um espaço... -> Diante desse quadro, as redes sociais, embora facilitem a comunicação e o acesso à informação, também se tornaram um espaço de intensa comparação corporal.
6) Uso desnecessário de maiúscula: País -> país.
Contagem de tipos distintos de erro: 6 (aplicando a tabela: nota 160).
Exemplos práticos de correção: reescrever trechos com clareza:
- Original: "Diante desse quadro, embora facilitem a comunicação e o acesso à informação, também se tornaram um espaço de intensa comparação corporal."
- Reescrita: "Diante desse quadro, as redes sociais, embora facilitem a comunicação e o acesso à informação, também se tornaram um espaço de intensa comparação corporal."
Competência 2 — Compreensão do tema e formato
Pontos positivos: tema bem abordado; introdução, desenvolvimento e conclusão presentes; proposta de intervenção alinhada ao tema.
Melhoria sugerida: aprofundar conceitos interdisciplinares (psicologia social, neurociência, estatísticas de saúde pública) para enriquecer a argumentação. Exemplo de frase a incluir: "Estudos em psicologia social mostram que a exposição contínua a imagens idealizadas está associada ao aumento da insatisfação corporal entre jovens."
Competência 3 — Organização e uso de informações
Problemas: uso de exemplos pouco precisos (desenho animado Doug como evidência empírica; menção vaga a Profissão Repórter sem dados concretos); argumentação um pouco repetitiva.
Sugestões: substituir ou complementar exemplos por dados e estudos (pesquisas, relatórios do Ministério da Saúde, OMS, IBGE) e explicar mecanismos causais (como comparação social e privação de sono afetam o humor). Exemplo de correção: "Pesquisa X (ano) aponta que Y% dos adolescentes relatam piora do bem-estar após uso intenso das redes sociais".
Competência 4 — Coesão e progressão textual
Problemas detectados: conectivos às vezes mal usados; frase com sujeito implícito/ambíguo; repetição lexical (ex.: "formar jovens mais críticos" aparece duas vezes).
Sugestões práticas:
- Variar conectivos: usar 'além disso', 'por outro lado', 'consequentemente', 'por conseguinte'.
- Corrigir sequência problemática: "Nesse cenário, o programa jornalístico... evidenciando que, devido à dependência, eles começam a cortar relações com pessoas na vida real e, acima disso, causa ansiedade." -> "Nesse cenário, o programa jornalístico... evidenciou que, devido à dependência, muitos começam a cortar relações na vida real e, acima disso, desenvolvem ansiedade."
- Evitar repetições: substituir uma ocorrência de "formar jovens mais críticos" por "desenvolver pensamento crítico" ou "promover consciência crítica".
Competência 5 — Proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade)
A proposta apresentada contém os quatro elementos (agente: Ministério da Educação; ação: implementar programas educacionais; meio: palestras e acompanhamento psicológico, articulação com ONGs e universidades; finalidade: formar jovens mais críticos e emocionalmente preparados). Há alguma descrição de meios, o que permite nota máxima.
Sugestão para detalhamento (torna a intervenção mais concreta):
Reescrita proposta da intervenção:
"O Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais, universidades e ONGs, deve implementar em até dois anos um programa nacional de educação para o uso consciente das mídias digitais: formação continuada (40 horas) para professores, rodas de conversa e oficinas para alunos, e convênios para oferta de atendimento psicológico nas escolas. Por meio de campanhas digitais e avaliações semestrais, a medida visa reduzir a exposição excessiva, prevenir transtornos psicológicos e promover resiliência entre jovens."
Observações finais rápidas:
- Substitua exemplos ficcionais por dados ou relatos jornalísticos identificáveis.
- Revise crase, concordância e pontuação; corrija o trecho com sujeito ambíguo.
- Acrescente ao menos uma referência empírica (ano/organização) para fortalecer a argumentação.
Em resumo: texto bem estruturado e pertinente ao tema, com boa proposta de intervenção; precisa correções gramaticais, precisão nos exemplos e maior variedade de conectivos e evidências para obter nota máxima em todas as competências.
Antes de tudo, é notável a FALTA DE ATUAÇÃO EFETIVA DO PODER PÚBLICO em relação a saúde mental De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos têm direito a uma vida digna, o que deveria assegurar políticas e ações voltadas à resolução dessa questão. Entretanto, a saúde mental dos jovens está cada vez mais devastadora. Como consequência, a ansiedade e depressão. Dessa forma, a ausência de medidas governamentais adequadas perpetua a exclusão social e amplia os impactos negativos do problema.
Além disso, é importante considerar que as desigualdades sociais acentuam significativamente no transtorno mental. Nessa perspectiva, a filósofa Hannah Arendt afirma que "a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos", o que reforça a importância de condições igualitárias para o exercício pleno da cidadania. No entanto, na realidade brasileira, a desigualdade social mostra que essa visão ainda está distante da prática. Assim, os jovens que não tem uma vida financeira alta, o que agrava o quadro de vulnerabilidade e dificulta a construção de uma sociedade mais justa.
Portanto, é indispensável que o governo federal, em parceria com os estados e municípios, adote políticas públicas efetivas voltadas à resolução de apoio a saúde mental dos jovens. Para isso, o Ministério deveriam apoiar e ajudar os jovens como apoio na escola e bolsas de estudos para aqueles que não tem condições, por meio de leis. Essa iniciativa tem como objetivo alcançar os objetivos dos jovens promovendo maior conscientização, inclusão social, igualdade de oportunidades, entre outros). Assim, ao promover medidas efetivas e contínuas, será possível reduzir os efeitos da omissão governamental e das desigualdades sociais, construindo uma sociedade mais justa, equitativa e comprometida com o bem-estar coletivo.