A princípio, percebe-se que a omissão estatal, que é a primeira das causas, manifesta-se na ausencia de fiscalização eficiente sobre orgãos que garantem a segurança pública. Sobre esse aspecto, John Maynard Keynes, em sua obra "Teoria geral do emprego, do juro e da moeda", defendem que é obrigação do Estado intervir, inclusive na economia, para solucionar problemas sociais. No entanto, ao se observar o agravamento da falta de fiscalização e descaso com a segurança da população, causada por exemplo, pela falta de integração entre os diversos órgãos de segurança pública traz sérios prejuízos à eficácia no combate ao crime. Fica evidente que o Estado brasileiro tem falhado em cumprir seu papel, de acordo com Keynes, de garantir a dignidade a todos os cidadãos.
Ademais, a indiferença social, por sua vez, contribui ainda mais para a perpetuação da insegurança da população. Essa atitude e tematizada pelo filósofo Jean-Poul Sartre, em sua filosofia existencialista, ao explorar o conceito de má-fé, no qual os indivíduos se refugiam na indiferença para evitar a responsabilidade por suas escolhas. Á medida que essa mentalidade dissemina-se no corpo social, cria-se um comportamento negligente, que se manifesta em situações como o aumento da corrupção dentro da forças policiais. Tal atitude atenta contra sua dignidade, privando-as do reconhecimento de sua humanidade e do direito a uma vida digna.
Portanto e inaceitável que, em pleno século XXI, a falta de segurança pública continue a ferir gravemente a dignidade humana no Brasil. Sendo assim, para enfrentar a negligencia estatal, o Ministério Público, órgão responsável por proteger a coletividade e os direito dos cidadãos, deve promover ações civis públicas para exigir, por meio dos mecanismos legais disponíveis, a implementação efetiva do governo federal, em colaboração com prefeituras e ONGs, para criar programas que promovam atividades culturais, esportivas e educacionais. Por meio de parcerias com instituições locais e investimento em infraestrutura comunitária para reduzir a criminalidade e promover um ambiente mais seguro e saudável para a população, a fim de garantir que o poder público cumpra suas obrigações constitucionais. Ademais o governo deve implementar campanhas de sensibilização e esclarecimento acerca da importância da garantia da segurança pública no Brasil. Deste modo ao combinar o papel social do Estado de Keynes e a responsabilidade de Sartre, vislumbra-se um poderoso caminho para o dolorido enfrentar a falta de segurança pública, conforme defendido pelos Titãs e, assim, promover a dignidade para todos os brasileiros.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: norma-padrão com erros como ausência/acentuação (ausencia, às), concordância e referência inadequada (defendem Keynes no singular). Cadeias argumentativas são vagas e com dados pouco precisos ( Keynes e Sartre usados sem embasamento sólido). Falta de coesão em alguns trechos; conectivos ausentes ou inadequados. Proposta de intervenção apresenta agentes e ações, mas poderia detalhar cada elemento (quem, o quê, como, por quê) com metas mensuráveis. Sugestão: reescrever trechos-chave com: ‘Em síntese, ...’, ‘Logo, [agente] deve [ação] por meio de [meio], para [finalidade]’, e detalhar parcerias, prazos e indicadores.
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Competência 1 (Norma-Padrão): 120
- Erros gramaticais, de concordância e grafia aparecem (ex.: “ausencia”; “orgãos”; “Fica evidente”; “Á medida”; “tematizada”; “forças policiais”; “negligencia”; uso inadequado de pronomes; falta de crase em alguns casos). São mais de 6 e menos de 13 erros de tipos diferentes, portanto 120.
Competência 2 (Compreensão do tema e aplicação de conhecimentos): 160
- Tema e construção dissertativo-argumentativa: apresenta defesa sobre desafios da segurança pública, cita Keynes e Sartre e estrutura com introdução, desenvolvimento e conclusão, mas há falhas de fundamentação prática e de conexão efetiva entre ideias (conflito entre fontes pouco fundamentado, uso inadequado de citações).
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 160
- Argumentos alinhados ao tema (omissão estatal, indiferença social) são identificáveis, porém a organização de ideias é por vezes confusa e repetitiva; excesso de citações sem contextualização clara prejudica a fluidez.
Competência 4 (Coesão e coerência): 160
- Há conectivos, mas há rupturas de ideia e trechos mal encadeados; repetição de termos; alguns trechos não mantêm progressão lógica entre argumentos (Keynes/Sartre sem suficiente nexo com propostas concretas).
Competência 5 (Proposta de intervenção): 120
- Proposta com elementos: agente (Ministério Público, governo, prefeituras), ação (ações civis públicas, campanhas, parcerias), meio (parcerias, investimento em infraestrutura, campanhas), finalidade (reduzir criminalidade, promover dignidade). Contudo, há falta de detalhamento suficiente em cada elemento (nível de detalhe e metas específicas ausentes). Faltam 1 elemento com menor detalhamento, registra-se 120.
Nota final sugerida (0-200): Competência 1: 120; Competência 2: 160; Competência 3: 160; Competência 4: 160; Competência 5: 120.
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