Diante desse cenário, é crucial atentar para os desafios sobre a política de demarcação de terras indígenas no Brasil. Nesse sentido, é válido ressaltar a violência colonial como um fato histórico agravante do imbróglio, considerando o viés mercantil introduzido pelos portugueses ao país como contribuição para a exploração ambiental desenfreada do território nacional, tornando-se um impacto direto aos recursos territoriais dos povos originários. Evidenciando o supracitado, na carta escrita por Pero Vaz de Caminha ao reinado português, o escritor descreve as terras nacionais como abundantes em recursos naturais, visando sua exploração como contribuinte para potencializar poder econômico e aprimorar relações internacionais. Dessa forma, torna-se claro, a partir de fatos históricos, a banalização do território brasileiro como recurso de aquisição econômica, bem como a estigmatização dos povos indígenas, cuja autonomia e território se tornaram constantemente ameaçados.
Ademais, vale ressaltar também que a inércia estatal é evidente na recorrência da falta de fiscalização do garimpo ilegal e do agronegócio no país, problemática que contribui para a impunidade de crimes socioambientais em território nacional, reduzindo as chances de investigação dessas violações e responsabilização de culpados. Além disso, a estagnação no processo de demarcação legal de terras no país apresenta um potencial negativo para mitigar a problemática, agravando a vulnerabilidade dos povos originários a atos de violência socioambiental, comprometendo a preservação de seus costumes e modo de vida.
Em suma, é evidente que medidas estratégicas sejam tomadas para a reversão do imbróglio. Como solução, a FUNAI e o Ministério do Meio Ambiente, órgãos responsáveis pela proteção territorial e ambiental devem, por meio de propostas apresentadas na Câmara de deputados, criar políticas de demarcação rápidas e fiscalização rigorosa de crimes socioambientais contra os povos indígenas, a fim de garantir a preservação dos direitos, da cultura e das terras dos povos originários. Dessa forma, será possível reverter séculos de marginalização e exploração.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Principais erros: Norma (competência 1) apresenta alguns abusos de construções e repetições; ex.: “a inércia estatal é evidente na recorrência da falta de fiscalização do garimpo ilegal e do agronegócio no país” pode soar repetitivo e “Dessa forma, torna-se claro, a partir de fatos históricos, a banalização…” é longo e pouco objetivo. Sugestão: reduzir ruídos, revisar pontuação e concordâncias: “A inércia estatal na fiscalização do garimpo ilegal e do agronegócio agrava crimes socioambientais.” Competência 2/3: mantém-se no tema, mas use mais dados específicos (leitura de leis, números de demarcações) para fortalecer o argumento. Competência 4: boa coesão, mas algumas frases longas dificultam a progressão; substitua por orações menores conectadas: “Além disso, a omissão governamental favorece a violência; por isso, é necessária ação coordenada.” Competência 5: intervenção apresentada com agentes, ação e finalidade, mas faltou detalhar meios (recursos, prazos, indicadores) para maior exequibilidade; acrescente: “meios: financiamento de cartórios/funcionários qualificados; prazos: 3–5 anos; indicadores: número de demarcações concluídas e níveis de violência reduzidos.”
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
Principais pontos: uso adequado da norma na maior parte; há alguns erros de concordância/gerundismo e repetições, mas não comprometem a compreensão. Ex.: “demarcação de terras indígenas no Brasil” ok; “viés mercantil introduzido pelos portugueses” é compreensível. Pequenos deslizes não atingem a totalidade, porém há margens de melhoria (frases longas, vícios de coesão).
Competência 2 (Compreensão do tema e aplicação interdisciplinar): 120
Pontos fortes: aborda demarcação, impactos históricos e socioambientais, relação com colonização. Pontos fracos: falta de aprofundamento conceitual sobre o tema no enquadre jurídico/constitucional; desenvolvimento muito baseado em generalidades sem exemplos atuais/estatísticos ou referências concretas de políticas públicas.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 120
Pontos fortes: apresenta um fio argumentativo claro (demarcação necessária; falhas estatais). Pontos fracos: organização de ideias é, por vezes, repetitiva; algumas afirmações carecem de evidência ou ligação mais direta entre parágrafos.
Competência 4 (Conectivos, coesão e coerência): 120
Pontos fortes: uso de conectivos para ritmo argumentativo; progressão lógica em alguns trechos. Pontos fracos: repetição de termos, excesso de períodos longos; algumas transições poderiam ser mais fluídas para manter a coesão entre ideias.
Competência 5 (Proposta de intervenção): 120
Pontos fortes: propõe atuação de FUNAI e Ministério do Meio Ambiente com propostas de demarcação e fiscalização. Pontos fracos: falta de detalhamento dos quatro elementos (agente, ação, meio, finalidade) em cada item; não fica claro quem fiscaliza, como, com que recursos e qual é a finalidade específica de cada ação.
Caracteres: a redação atende ao mínimo de extensão exigido; não houve recorte de menos de 450 caracteres.
Comentário final (em primeira pessoa, único parágrafo): Você demonstra compreensão relevante do tema e uma boa base histórica para sustentar a necessidade de demarca