A princípio, percebe-se que a omissão estatal, que é a primeira das causas, manifesta-se na ausência de fiscalização eficiente sobre as plataformas digitais que coletam dados de menores. Sobre esse aspecto, John Maynard Keynes, em sua obra "Teoria geral do emprego, do juro e da moeda", defende que é obrigação do Estado intervir, inclusive na economia, para solucionar problemas sociais. No entanto, ao se observar o agravamento do uso indevido de informações pessoais de crianças, causado, por exemplo, pela falta de aplicação efetiva da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e pela inexistência de políticas específicas para plataformas infantis, fica evidente que o Estado brasileiro tem falhado em cumprir seu papel, de acordo com Keynes, de garantir a segurança digital dos jovens.
Ademais, a indiferença social, por sua vez, contribui ainda mais para a perpetuação dos riscos à privacidade dos jovens na internet. Essa atitude é tematizada pelo filósofo Jean-Paul Sartre, em sua filosofia existencialista, ao explorar o conceito de má-fé, no qual os indivíduos se refugiam na indiferença para evitar a responsabilidade por suas escolhas. À medida que essa mentalidade dissemina-se no corpo social, cria-se um comportamento negligente, que se manifesta em situações como a falta de acompanhamento dos pais sobre as atividades online dos filhos e o consumo passivo de aplicativos que coletam dados sem consentimento. Tal atitude expõe crianças e adolescentes a graves violações, privando-os do direito fundamental à privacidade e à proteção integral.
Portanto, é inaceitável que, em pleno século XXI, a violação da privacidade digital de crianças e adolescentes continue a ferir gravemente a dignidade humana no Brasil. Sendo assim, para enfrentar a negligência estatal, o Ministério Público, órgão responsável por proteger a coletividade e os direitos dos cidadãos, deve promover ações civis públicas para exigir, por meio dos mecanismos legais disponíveis, a implementação efetiva de sistemas de verificação de idade e criptografia de dados em plataformas digitais, a fim de garantir que o poder público cumpra suas obrigações constitucionais. Ademais, o governo deve implementar campanhas de sensibilização e esclarecimento acerca da importância da segurança digital nas escolas e para as famílias. Desse modo, ao combinar o papel social do Estado de Keynes e a responsabilidade individual de Sartre, vislumbra-se um poderoso caminho para o dolorido enfrentamento dos desafios na proteção de dados de menores, conforme defendido pelos Titãs e, assim, promover um ambiente digital seguro para todos os brasileiros.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais pontos: 1) Norma-padrão: há uso de referências acadêmicas inadequadas (Keynes sobre intervenção econômica) sem relação direta com proteção de dados; corrigir explicando a função do Estado na proteção de dados de menores (ex.: fiscalização de plataformas). 2) Coerência/organização: manter foco no tema; inserir ligação mais direta entre argumentos e LGPD/aplicação prática. 3) Coesão: use conectivos de progressão (além de Ademas/Portanto, incluindo noções de contraste). 4) Intervenção: detalhar agente, ação, meio e finalidade em uma linha mais objetiva (ex.: MP promove ações civis públicas; plataformas adotam verificação de idade e criptografia; metas de melhoria; monitoramento).
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Erros de concordância e escolhas lexicais comuns, além de citações fora-do-contexto (“Keynes” e “Sartre” usados de modo inadequado para justificar política pública sem relação direta) e uso inadequado de termos técnicos. Não há muitos desvios graves, mas excede 6 erros de tipo, mantendo o nível médio.
Competência 2 (Compreensão do tema e aplicação de conceitos): 120
- Aborda proteção de dados de crianças e adolescentes e vazamento/uso comercial, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Contudo, utiliza referências filosóficas de forma pouco estável para o tema (conexões ralas entre Keynes/Sartre e políticas públicas modernas); o tema é reconhecido, porém a aplicação de conceitos é superficial.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 120
- Argumentos organizados em sequência (omissão estatal e indiferença social, ações propostas). Falta aprofundamento em dados, estatísticas ou casos concretos; alguns trechos são genéricos.
Competência 4 (Conectivos e coerência): 140
- Uso razoável de conectivos para ligar ideias, porém há trechos que desqualificam a progressão lógica (muito apoio em citações filosóficas sem ligação direta). Ainda assim, há coesão suficiente entre parágrafos.
Competência 5 (Proposta de intervenção): 160
- Proposta: ações do Ministério Público, verificação de idade, criptografia, campanhas em escolas e famílias. Elementos presentes (agente, ação, meio, finalidade), com detalhamento moderado (mas poderia ampliar mais os meios e a finalidade com metas claras).
Notas finais (mínimas por competência):
- Comp 1: 160
- Comp 2: 120
- Comp 3: 120
- Comp 4: 140
- Comp 5: 160
Comentário (único parágrafo, em primeira pessoa, até 500 caracteres): Vejo que você reconhece a gravidade do tema e propõe medidas relevantes, especialmente a atuação do Ministério Público e ações educativas. Sugiro fortalecer o conteúdo com dados atuais sobre incidentes de violação de dados infant