É imperioso salientar, de início, a ausência de fiscalização ambiental efetiva como promotora dos desafios relacionados à harmonização entre o crescimento econômico e a preservação ambiental no país. Sob essa lógica, o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, em sua obra ``O Príncipe´´, sustenta a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, percebe-se que, na sociedade verde-amarela, há a recorrência de obstáculos que atrapalham o desenvolvimento da sustentabilidade no agronegócio, já que o Estado, mesmo sendo responsável por promover a proteção dos recursos naturais e orientar práticas produtivas menos agressivas, não cumpre o seu papel. Consequentemente, a carência de monitoramento ambiental efetivo traz prejuízos gravíssimos, como o avanço do desmatamento e a intensificação das mudanças climática. Desse modo, é inadmissível que tal imbróglio se perpetue.
Ademais, é fulcral dar ênfase ao sistema econômico baseado no consumo, a qual configura um dos principais entraves ao equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental. De acordo com Ailton Krenak, em sua obra ``A Vida Não é Útil´´, a sociedade contemporânea adota uma visão produtivista que reduz a natureza a mero instrumento de lucro. Diante de tal exposto, observa-se que o agronegócio brasileiro é estruturado para maximizar o ganho econômico, e não para garantir a sustentabilidade ecológica. Em razão disso, intensificam-se os impactos ambientais, como a contaminação dos recursos hídricos, além da marginalização de pequenos produtores que não conseguem competir com o modelo industrializado. Logo é injustificável que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, ausência de medidas exequíveis para reverter a fragilidade na atuação dos órgãos ambientais e a lógica econômica voltada ao consumo e ao lucro imediato. Para isso, o Governo Federal deve fortalecer os órgãos fiscalizadores por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima e do IBAMA, a partir da ampliação do quadro de profissionais e da efetivação rigorosa das leis ambientais, a fim de garantir os direitos dos indivíduos prejudicados. Desse modo, será possível construir uma sociedade que, diferente da denunciada por Gonzaga, compreenda que o verdadeiro progresso depende da harmonia entre o homem e a natureza.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais problemas: 1) Norma padrão: uso inadequado de aspas, grafias/acentuação; frases longas e alguns lapsos gramaticais (ex.: “no âmbito artístico” bem; “desse exposto” inadequado). Sugestão: revisar para evitar citações informais, padronizar aspas e corrigir concordâncias. 2) Tema/proposta: desenvolver mais a relação entre agronegócio e preservação, com exemplos nacionais. 3) Coesão/Coerência: conectores menos precisos; reorganizar transições entre ideias. Sugestão: usar então, ademais, por conseguinte para manter fluxo. 4) Intervenção: atende aos 4 elementos (agente, ação, meio, finalidade) com alvo claro; poderia detalhar meios de implementação e prazos. Ex.: Governo Federal, ampliar fiscalização via IBAMA, metas trimestrais, orçamento específico.
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