Em um primeiro momento, cabe salientar que a falta de educação sexual é um impeditivo para o uso consciente do preservativo. Historicamente, em 1980, devido à falta de educação sexual e à não utilização do preservativo, deu-se início à “sentença de morte”, com os casos alarmantes de HIV no Brasil. Acreditava-se que as ISTs seriam fatais, porém com o tempo foram desenvolvidos tratamentos bastante eficazes, desmistificando a crença popular. Entretanto, o fato de as infecções terem tratamento não anula os perigos, o que deve ser pauta educacional para os jovens, mostrando que a falta do uso do preservativo pode acarretar não só gravidez, como também problemas de saúde física e mental. Além disso, a falha na educação sexual fortalece o preconceito e marginaliza pessoas soropositivas, podendo acarretar transtornos mentais.
Ademais, a falta de um ambiente seguro, com apoio psicológico para falar abertamente sobre educação sexual e sexualidade, agrava a problemática. Embora no Brasil a legislação determine a obrigatoriedade da contratação de profissionais da saúde mental nas escolas brasileiras, o INEP apurou que apenas 15% das escolas públicas possuem psicólogos na equipe. Nesse sentido, o Estado prevê a necessidade de suporte psicológico à criança e ao adolescente, todavia, a fiscalização da lei encontra-se ineficaz, sendo necessária intervenção.
Em suma, faz-se necessário que o Poder Legislativo determine um prazo para a contratação de psicólogos nas escolas públicas realizada por meio de concursos públicos, a fim de garantir que a lei seja cumprida de maneira eficaz. Não apenas isso, como o Ministério da Educação deve promover um evento anual, com duração de uma semana dedicada à educação sexual. O evento será em escolas públicas e privadas, por meio de apresentação de trabalhos escolares sobre o tema e a importância do uso do preservativo. Com isso, os adolescentes de “Sex Education” não precisariam recorrer a Otis.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: C1 — alguns erros de construção/uso (ex.: 'acarretar na desinformação' → 'acarretar desinformação'; uso de ligações entre ideias pode ser mais natural em alguns trechos). C2/C3 — o texto aborda o tema e apresenta argumentos, mas há menor progressão de ideias em alguns parágrafos; fortalecer a relação entre dados e intervenção melhora a compreensão. C4 — conectivos presentes, porém a transição entre ideias pode ser mais fluida em certos trechos. C5 — propostas de intervenção com agente, ação, meio e finalidade estão presentes (ex.: Legislativo → contratar psicólogos via concursos; MEC → evento anual). Melhorar detalhamento: indicar metas (quantas escolas, qual duração do evento, indicadores de sucesso). Sugestões: Reescreva: 'O Poder Legislativo deverá aprovar, em até 2 anos, concursos públicos para a contratação de psicólogos nas escolas públicas, com meta de 100% de cobertura em 3 anos, para promover educação sexual de qualidade.' E para o evento: 'Promover, anualmente, uma Semana de Educação Sexual nas escolas públicas e privadas, com ações como campanhas, debates e apresentações de trabalhos, visando aumentar o uso do preservativo entre jovens.'
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