Partindo dessa tese, primeiramente, é inquestionável que a negligência do poder público contribui para a manutenção da vulnerabilidade indígena no Brasil. Tal postura estatal contraria os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU e assumidos pelo Brasil, especialmente aqueles que visam à promoção da dignidade humana, da justiça social e da sustentabilidade. Essa incoerência pode ser observada, por exemplo, na crise enfrentada pela Terra Indígena Yanomami, decorrente da ausência de fiscalização efetiva contra o garimpo ilegal. Dessa forma, enquanto o descaso governamental persistir, a cidadania indígena continuará fragilizada no país, em oposição aos princípios defendidos pelas ODS.
Além disso, a indiferença da sociedade brasileira e a perpetuação de estereótipos também intensificam a marginalização dos povos indígenas. Esse cenário pode ser compreendido à luz da teoria do Fato Social, desenvolvida pelo sociólogo Émile Durkheim, segundo a qual determinados modos de agir e pensar, por serem coletivos e coercitivos, impõem-se aos indivíduos. Tal dinâmica foi evidenciada no assassinato de um indígena em Brasília, no qual os agressores agiram influenciados por estereótipos amplamente difundidos. Desse modo, a apatia social não apenas reforça a exclusão indígena, como também legitima práticas discriminatórias que violam sua cidadania, assemelhando-se à tese do Fato Social.
Portanto, torna-se imprescindível combater a fragilidade do engajamento brasileiro na defesa das populações indígenas. Para isso, o Ministério dos Povos Indígenas, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente — importantes esferas do Poder Executivo —, deve intensificar a fiscalização das terras indígenas, por meio do uso de tecnologias de monitoramento e do fortalecimento dos órgãos de proteção, a fim de preservar os territórios tradicionais e assegurar os direitos constitucionais desses povos. Ademais, o Ministério da Educação deve promover campanhas educativas e projetos pedagógicos voltados à valorização da diversidade cultural indígena, com o objetivo de desconstruir estereótipos e reduzir o preconceito social. Assim, situações de luta pela sobrevivência indígena, como as retratadas em Somos Guardiões, deixarão de refletir a realidade brasileira contemporânea.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais falhas: Norma-Padrão apresentando erros como “ademais” (não separado) e uso inadequado de vírgulas; correção: acrescentar “Além disso”, pontuar corretamente: “Logo, é evidente” e usar conectores delimitando as ideias. No desenvolvimento, há bons recursos de proposta, mas alguns trechos carecem de clareza temporal/causal. Sugestão: reescrever trechos como “Logo, percebe-se que …” e evitar repetição de termos. A intervenção dialoga com direitos humanos, mas detalhar metas mensuráveis: agentes (ministérios), ações (fiscalização, educação), meios (tecnologia, parcerias), finalidades (preservar territórios, garantir direitos). Exemplo de melhoria final: “Agente: Ministério dos Povos Indígenas e Ibama; Ação: monitorar e demarcar terras, intensificar fiscalização; Meio: uso de satélite e equipes de campo; Finalidade: assegurar direitos constitucionais e proteção de povos.”
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