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Por kaiohenri
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#173862
Na obra "O Alienista", de Machado de Assis, o médico Simão Bacamarte encerra boa parte da população de Itaguaí num manicômio, confundindo loucura e normalidade de forma perturbadora. Embora ficcional, essa narrativa ilustra com precisão um problema real e persistente: a tendência da sociedade brasileira de isolar, julgar e silenciar aqueles que sofrem de transtornos mentais. Esse estigma, construído historicamente, representa um grave obstáculo ao tratamento e à dignidade dos indivíduos acometidos por tais condições.
A raiz desse preconceito reside, em grande parte, na desinformação culturalmente perpetuada. Por séculos, doenças como depressão, esquizofrenia e ansiedade foram associadas à fraqueza moral, à possessão demoníaca ou à falta de fé — interpretações que, embora destituídas de base científica, ainda habitam o imaginário coletivo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, e ainda assim o tema é frequentemente tratado com descaso ou ridicularização. Expressões como "isso é frescura" ou "basta ter força de vontade" revelam o quanto a ignorância sobre saúde mental produz um ambiente hostil àqueles que mais necessitam de acolhimento. Esse cenário é agravado pela ausência de uma educação emocional sólida nas escolas, o que impede as novas gerações de desenvolverem empatia e compreensão diante do sofrimento alheio.
Além disso, o estigma tem consequências práticas devastadoras: ele afasta os indivíduos do diagnóstico e do tratamento. Com medo do julgamento familiar, profissional e social, muitos optam pelo silêncio em vez de buscar ajuda especializada. De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina, apenas um terço das pessoas com transtornos mentais no Brasil recebe algum tipo de tratamento adequado. Esse abandono terapêutico eleva os índices de suicídio — segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no país — e aprofunda o ciclo de exclusão. A pessoa adoece, é estigmatizada, se isola e adoece ainda mais: um círculo vicioso alimentado pelo preconceito estrutural.
Diante desse quadro, é imperativo que o Estado e a sociedade atuem de forma articulada para desconstruir esse estigma. Ao Ministério da Educação cabe incorporar, de maneira transversal e obrigatória, conteúdos de educação emocional e saúde mental nos currículos do ensino básico, formando cidadãos mais empáticos e informados. Paralelamente, o Ministério da Saúde deve ampliar o financiamento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), garantindo atendimento humanizado e descentralizado à população vulnerável. Por fim, à mídia e às plataformas digitais cabe a responsabilidade de promover campanhas de conscientização que retratem as doenças mentais com rigor científico e respeito, combatendo narrativas estigmatizantes. Somente por meio dessas ações integradas será possível transformar o silêncio do preconceito em diálogo, e o isolamento em cuidado.
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    Avaliação geral: redação muito bem escrita, domínio da norma-padrão, estrutura dissertativo-argumentativa clara, argumentos bem selecionados, coesão adequada e proposta de intervenção presente e articulada.

    Competência 1 — Erros (trechos) e correções:
    - Erros gramaticais: não foram identificados erros significativos de norma-padrão. Pontuação e ortografia adequadas.
    - Sugestão de aprimoramento estilístico: evitar repetições. Trecho: “A pessoa adoece, é estigmatizada, se isola e adoece ainda mais: um círculo vicioso…” → reescrita sugerida: “A pessoa adoece, é estigmatizada e se isola, aprofundando seu sofrimento num ciclo vicioso…”

    Competência 2 — Erros (trechos) e correções:
    - Limitação: poderia incluir referência a marcos legais e determinantes sociais para enriquecer interdisciplinaridade. Trecho: “Esse estigma, construído historicamente…” → inserir: “...construído historicamente e reforçado por lacunas na política pública, apesar da Lei nº 10.216/2001 e da reforma psiquiátrica” (ex.: acrescentar menção à legislação e à dimensão sociológica).

    Competência 3 — Erros (trechos) e correções:
    - Precisão das fontes: afirmação enfática sem indicação temporal/precisa. Trecho: “Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo” → correção recomendada: “Relatórios da OMS indicam elevada prevalência de transtornos de ansiedade no Brasil; convém citar ano/relatório ou qualificar a afirmação (por exemplo, ‘entre os mais elevados’).”
    - Recomenda-se incluir estatística precisa ou exemplo concreto (ex.: percentual de pessoas sem tratamento, dados regionais) e indicar ano/fonte.

    Competência 4 — Erros (trechos) e correções:
    - Coesão/coesão referencial: boa progressão; sugerir transição que retome a referência inicial (Machado) ao concluir. Ex.: antes de “Somente por meio dessas ações...” inserir: “Retomando a metáfora de Machado de Assis, é preciso reabrir as portas do diálogo...” para fechar o arco argumentativo.

    Competência 5 — Erros (trechos) e correções:
    - Proposta sólida (agente, ação, meios e finalidade presentes). Para maior pontuação prática, detalhar operacionalização, indicadores e níveis de implementação. Exemplo de intervenção mais detalhada a ser incorporada ao texto:
    Agente: Ministério da Educação e secretarias estaduais/municipais de educação;
    Ação: inclusão obrigatória de conteúdo de educação emocional no currículo do ensino básico;
    Meio: capacitação anual de professores via cursos presenciais/online financiados pelo FNDE; materiais pedagógicos e avaliação por indicadores (pesquisa anual de clima escolar);
    Finalidade: reduzir estigma, aumentar busca por atendimento e medir redução de atitudes discriminatórias em 5 anos.
    - Sugestão prática de redação do trecho: “O Ministério da Educação, em articulação com secretarias estaduais, deve implementar, no prazo de 2 anos, um componente curricular obrigatório de educação emocional, com capacitação docente e avaliações anuais de impacto, visando reduzir atitudes estigmatizantes e aumentar o acesso a serviços de saúde mental.”

    Síntese: texto de alto nível; incorpore as correções sugeridas para maior precisão documental e concretude das propostas (datas, indicadores, fontes) e para fortalecer o fechamento argumentativo retomando a referência inicial.

  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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*Me ajudem, erro no app.

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