Primordialmente, é importante destacar a insuficiência da ação estatal em relação a educação financeira. Sob essa perspectiva, Maquiavel afirma que o governante prioriza manter o poder, deixando o bem comum em segundo plano. Nesse prisma, observa-se o descaso do governo, com escassos incentivos em programas de capacitação financeira nas escolas e comunidades de baixa renda, uma vez que políticas voltadas a essa questão não oferecem retorno político imediato. Isso ocorre porque muitos não reconhecem a relevância de ensinar população a lidar com finanças pessoais e não apoiam governantes que proponham planos de educação financeira abrangentes. Como resultado, famílias continuam endividadas, com baixo poder de poupança e alta vulnerabilidade econômica.
Ademais, a omissão social diante de educação financeira contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, o advogado Jocelin Azambuja, em seu artigo “Omissão da Sociedade”, afirma que “a omissão da sociedade é o mal do século” e, enquanto ela persistir, “continuaremos a assistir a tudo que nos indigna nos últimos anos”. Sob esse viés, nota-se a incidência do pensamento de Azambuja, já que grande parte da população encara o endividamento crônico e a falta de planejamento financeiro como algo banal e pouco relevante. Com isso, há escassas discussões públicas e limitada pressão social sobre o Estado, o que reforça a continuidade do impasse.
Portanto, cabe ao Estado — detentor de recursos para a transformação social — promover campanhas de conscientização popular, como programas de educação financeira em escolas, universidades e mídias digitais, por meio de oficinas educativas e comerciais televisivos, a fim de mitigar os impactos de falta de educação financeira. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação de exemplos e narrativas relacionados ao tema para inspirar a sociedade e pressionar o Governo a superar a inércia diante do problema. Assim, o Brasil poderá finalmente trilhar o caminho para se tornar o "país de possibilidades imensas" idealizado por Milton Santos.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: uso inadequado de fontes (Maquiavel, Jocelin Azambuja) sem contextualização crítica; algumas formulações repetitivas e conectores pouco precisos afetam a coesão. Sugestões: evitar falácias ou citações sem referência; revisar a pontuação e concordância (p.ex., “Isso ocorre” em vez de “Esse ocorre”). Reescrita sugerida: introdução mais direta, desenvolvimento com ações concretas (educação financeira nas redes públicas, currículo escolar) e conclusão com proposta de intervenção detalhada (agente: Estado; ação: campanhas; meio: escolas, mídias; finalidade: reduzir endividamento jovem).
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