A princípio, é imprescindível compreender que o hábito da leitura vai além de uma atividade voltada apenas à aquisição de conhecimento. Sob a ótica de Paulo Freire, que defendia a leitura como prática libertadora e fundamental para a compreensão do mundo, entende-se que ler é também interpretar a realidade e posicionar-se diante dela. Ler amplia horizontes, possibilita o desenvolvimento do pensamento crítico e da sensibilidade, aspectos fundamentais para a construção da cidadania. Ao entrar em contato com diferentes realidades, culturas e perspectivas por meio dos livros, o jovem fortalece sua capacidade de análise e rompe limitações impostas por contextos socioeconômicos desfavoráveis. Dessa forma, a literatura contribui para a formação de indivíduos mais conscientes e preparados para atuar na sociedade.
Ademais, a leitura também desempenha papel determinante no desenvolvimento intelectual e acadêmico. A extensão do vocabulário, aprimoramento da escrita e a melhoria na interpretação textual são fundamentais para os estudos. Em um cenário em que a desinformação circula com rapidez e o acesso a conteúdos superficiais é facilitado pela internet, a capacidade de interpretar textos, analisar argumentos e posicionar-se criticamente torna-se indispensável. Diante desse panorama, é perceptível a fragilidade governamental na efetivação de políticas públicas consistentes de incentivo à leitura, seja pela insuficiência de bibliotecas públicas ou pela precariedade estrutural de muitas escolas brasileiras, realidade que limita o acesso dos jovens aos livros e reforça desigualdades já existentes.
Portanto, evidencia-se que promover a leitura na juventude é assegurar um direito essencial à plena formação humana. Investir em políticas públicas, ampliar bibliotecas e estimular projetos de incentivo à leitura são medidas fundamentais para garantir esse direito. Ao promover conhecimento, sensibilidade e consciência social, ela contribui para a construção de indivíduos mais autônomos e comprometidos com a defesa dos direitos humanos, fortalecendo, assim, a própria democracia.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Principais erros (competência 1): alguns lacunas mínimas de ajuste, como “desempenha papel determinante” que pode soar sem artigo; sugerir “desempenha um papel determinante” e pequenas melhorias de vírgula. Ex.: “Ademais, a leitura também desempenha um papel determinante.” Competência 2 e 3: bom enquadramento do tema, uso de referências (Candido, Freire) e organização de ideias. Mantém a linha dissertativa, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Sugestão: reforçar a problematização inicial e trazer dados nacionais recentes para ampliar a força argumentativa. Competência 4: conectivos aplicados de forma adequada; acrescente ligações que fortalecem a progressão entre parágrafos (ex.: “além disso”, “por conseguinte”). Competência 5: há uma proposta de intervenção com agentes, ações, meios e finalidades, mas carece de detalhamento operacional específico. Recomenda-se indicar ações concretas (p.ex., metas de bibliotecas, cronograma, orçamentos) e/ou exemplos de atuação de setores (educação, cultura, governo) para torná-la mais robusta. Sugestões de melhoria: “O governo federal, em parceria com estados e municípios, deve promover...”; “implantar 12 bibliotecas comunitárias até 2026, com financiamento através de...”, finalizando com a finalidade explícita de reduzir desigualdades.”
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.