Em primeiro plano, é notório que o comportamento dos usuários nas redes sociais repercute diretamente na disseminação da desinformação no ambiente digital. Nesse aspecto, muitos indivíduos compartilham informações sem verificar sua veracidade, guiados por crenças pessoais ou emoções. Tal comportamento pode ser explicado pelo conceito de pós-verdade, no qual fatos objetivos têm menos influência na formação da opinião pública do que apelos emocionais e convicções individuais. Assim, cria-se um ambiente informacional confuso, em que fatos e opiniões são frequentemente misturados, dificultando a compreensão da realidade social e política. Dessa maneira, o problema se agrava na atualidade, uma vez que compromete o acesso a informações confiáveis e prejudica o debate público, gerando consequências como a manipulação da opinião popular.
Além disso, é fundamental apontar que a falta de educação digital atua como um fator impulsionador da problemática. Nesse aspecto, a ausência de pensamento crítico impede que muitos usuários identifiquem conteúdos falsos ou enganosos. A partir desse princípio, percebe-se que o amplo alcance das redes sociais contribui para a rápida disseminação de fake news. Dessa forma, retomando a tese, esse cenário intensifica a desinformação e reforça a necessidade de medidas que promovam a conscientização, a fim de evitar prejuízos ao diálogo democrático.
Infere-se, portanto, que medidas efetivas sejam tomadas para a melhoria do cenário da desinformação no ambiente digital. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar programas de educação midiática nas escolas públicas, por meio de parcerias com universidades e especialistas, com o objetivo de desenvolver o pensamento crítico dos estudantes. Além disso, a mídia e as plataformas digitais devem promover campanhas de conscientização, com linguagem acessível e foco na verificação de informações, a fim de reduzir a disseminação de notícias falsas. Dessa maneira, será possível fortalecer o diálogo democrático e garantir o acesso a informações de qualidade na sociedade brasileira.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: - Gramática/acentuação e coerência: frases excessivamente longas e repetições em “Dessa forma, retomando a tese”/“Infere-se, portanto” dificultam a clareza. Sugestões: reescrever com períodos mais curtos e revisar crase/acentuação; exemplo: “Em síntese, a desinformação compromete o debate público.” - Coesão: use conectivos variados para impedir repetições. Ex.: usar “além disso”, “em contrapartida” para alternar ideias. - Intervenção: está clara e com quatro elementos, mas poderia detalhar consequências sociais específicas para reforçar a finalidade. Ex.: agente: escola; ação: promover educação midiática; meio: redes escolares; finalidade: reduzir desinformação e promover participação democrática consciente.
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