Primeiramente, a polarização exacerbada nas plataformas digitais decorre da arquitetura algorítmica que prioriza conteúdos sensacionalistas, fomentando bolhas ideológicas. Plataformas como Instagram e X (antigo Twitter) utilizam algoritmos que recomendam postagens alinhadas aos vieses do usuário, criando ecossistemas fechados onde opiniões divergentes são demonizadas. Esse fenômeno, analisado pelo filósofo Cass Sunstein em "República.com", agrava divisões sociais, como visto nas eleições brasileiras de 2022, quando desinformação sobre urnas eletrônicas gerou desconfiança institucional e atos antidemocráticos em 8 de janeiro de 2023. Assim, o debate saudável é substituído por linchamentos virtuais, comprometendo a formação de consensos pluralistas indispensáveis à democracia.
Ademais, a anonimidade e a ausência de moderação eficaz incentivam a agressividade verbal, violando princípios basilares do convívio democrático. No contexto brasileiro, relatórios da SaferNet indicam que 70% dos casos de cyberbullying em 2024 ocorreram em debates políticos nas redes, perpetuando desigualdades de gênero e raça, a exemplo das ataques sofridos por mulheres negras ativistas. Tal realidade contrasta com o ideal habermasiano de comunicação isonômica, onde argumentos prevalecem sobre ad hominem, revelando como a falta de freios regulatórios transforma as redes em espaços de intolerância em vez de fóruns deliberativos.
Diante desse panorama, cabe ao poder público, em parceria com as big techs, implementar medidas educativas e regulatórias para cultivar o debate saudável. O Ministério da Justiça, por exemplo, poderia expandir o programa "Educação Digital nas Escolas", obrigatório desde a LDB de 2024, incorporando módulos sobre alfabetização midiática e ética online, com fiscalização via MEC. Paralelamente, lei como o PL das Fake News (em tramitação no Congresso) deve impor transparência algorítmica e sanções a plataformas negligentes, respeitando a liberdade de expressão. Tais ações, viabilizadas por recursos do FNDCT e monitoramento via ouvidorias cidadãs, empoderariam usuários a construírem uma esfera pública inclusiva, resgatando a democracia nas redes.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros/limitações: (C1) gramática com 8–10 desvios pequenos (ex.: termos pouco claros, regência/acentuação) o que sugere 120. Trecho: “Ademais, a anonimidade” (pontuação/coordenação) e uso de conectores pode melhorar. (C2) tema bem desenvolvido, com articulação entre áreas: excelente. (C3) seleção de informações relevante, defesa de ponto de vista clara. (C4) boa coesão, usa conectivos, porém há variações que poderiam se otimizar (ex.: “Ademais”/“Além disso”). (C5) proposta de intervenção apresenta agente, ação, meio e finalidade e está articulada com o debate; poderia detalhar mais ações específicas (ex.: metas, prazos, indicadores) para elevar a 200. Sugestão de melhoria: reescrever trechos com conectivos mais variados, revisar regência e incluir metas mensuráveis na intervenção. Por exemplo: “O Ministério da Justiça, em parceria com as plataformas, deve implementar um programa de alfabetização midiática nas escolas até 2026, com metas de alcance de X alunos, avaliadas por indicadores de qualidade de debate.”
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