Em primeira análise, é válido salientar que o preconceito está intimamente ligado com a problemática. Sob a ótica da poetisa Maya Angelou, o preconceito é um fardo que confude o passado, ameaça o presente e torna o futuro inacessível. Seguindo essa lógica, indivíduos que são vítimas de doenças mentais — como a depressão, a ansiedade e o TDAH — são subjugados na sociedade como incapazes e desequilibrados para executar determinadas tarefas, como trabalhar e estudar. Além disso, o sentimento de rejeição é constante, fazendo com que as pessoas não busquem o tratamento adequado, permanecendo no problema e agravando o quadro.
Ademais, é fundamental frisar que os aparatos governamentais não estão a par da solução do empecilho. Segundo Maquiavel, filósofo prussiano, o Estado busca atender as demandas daqueles que trarão retorno político, com o intuito de fortalecer seu poder. A ideia de Maquiavel é exemplificada na realidade brasileira, visto que o governo negligencia os cuidados psicológicos para a nação, tendo conhecimento que são raras as escolas públicas que possuem um psicólogo disponível para os alunos e funcionários. Essa posição danosa do Estado acontece porque a discriminação direcionada às pessoas com doenças mentais torna essa parcela social invisível para a sociedade.
Dado o cenário exposto, é imprescindível que o poder público — órgão responsável pelo bem-estar social — deve promover o acolhimento psicológico gratuito nas periferias brasileiras. Essa ação será custeada pelo redirecionamento de fundos governamentais, e irá contar com o apoio de psicólogos e psiquiatras que farão consultas e palestras que terão o fito de remediar a situação para evitar problemas futuros. Portanto, através de ações exequíveis, a nação terá acesso a um aparo psíquico adequado, caracterizando um povo que preza pela saúde mental.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Principais erros: (C1) erro de digitação/forma literal: confude -> confunde; afirmações históricas incorretas: Maquiavel não é prussiano; frases soltas: “Dessa maneira, padronizando…” é frase sem verbo. (C2/C3) uso inadequado de citação: citar Djamila Ribeiro e Maya Angelou sem integração crítica; argumentos por vezes rasos. (C4) conectivos usados, porém a progressão fica prejudicada por construções nominais e frases fragmentadas. (C5) intervenção apresentase com agentes, ações, meios e finalidades, porém falta detalhamento prático (critérios de implementação, metas, duração). Sugestões: substitua fragmentos por frases completas, corrija dados factuais, integre referências com proposição crítica, e descreva a intervenção com metas, prazos e avaliação.
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
Principais pontos: uso de vocabulário adequado em geral, mas há deslizes como “o preconceito está intimamente ligado com a problemática” (preposição inadequada), “confude” (provável erro de grafia), citações sem devidas referências, e algumas construções forçadas. Observa-se tom formal, porém com alguns desvios que afetam a norma padrão.
Competência 2 (Compreensão do tema e desenvolvimento): 120
Pontos fortes: tema evidente de saúde mental; envolve preconceito e omissão estatal. Pontos de desenvolvimento são conectados, porém repetitivos e com falhas de coesão entre parágrafos, além de sair um pouco do foco ao citar Maquiavel sem relação suficientemente clara com políticas públicas atuais.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 120
Pontos fracos: há uso de referências teóricas sem contextualização suficiente; arguments não exploram dados ou fontes concretas. Organização básica (introdução, desenvolvimento, conclusão) presente, porém falta progressão de ideias com evidências.
Competência 4 (Conectivos e coerência): 120
Pontos: há conectivos, mas a progressão lógica oscila; algumas transições são pouco naturais e há ideias repetidas sem avançar o argumento. Necessita melhor encadeamento entre afirmações e ações propostas.
Competência 5 (Proposta de intervenção): 160
Pontos: há uma intervenção com agente (poder público), ação (acolhimento psicológico gratuito), meio (periferias, redirecionamento de fundos) e finalidade ( saúde mental). Contudo, falta detalhar um pouco mais o como, quem executa, prazo e critérios, além de evitar generalizações vagas.
Nota total por competência:
- Competência 1: 160
- Competência 2: 120
- Competência 3: 120
- Competência 4: 120
- Competência 5: 160
Observação final (comentário): Gostei da escolha do tema e do esforço em trazer referências como Djamila Ribeiro e Maya Angelou; refine a norma, conectivos e contextualize melhor as fontes. Também detalhe a intervenção (