Dado o exposto, pode-se considerar a superficialidade informacional um obstáculo para a formação de leitores críticos, uma vez que ajuda no enfraquecimento da interpretação e senso crítico. Tal questão pode ser verificada sob a ótica de Zygmunt Bauman, em seu conceito de “modernidade líquida”, em razão da transitoriedade das relações e informações. A exemplo do consumo rápido de conteúdos nas redes sociais. Dessa forma, a firme exposição a conteúdos superficiais dificulta o aprimoramento reflexivo, conforme evidenciado por Bauman, o que contribui para a formação de seres com pensamento limitado.
Além disso, é notória a influência cultural no que se refere ao consumo de conteúdos e informações divulgados nas mídias. Nesse viés, a teoria da indústria cultural, desenvolvida por Theodor Adorno e Max Horkheimer, prova como a padronização cultural ocorre na medida em que se observa a predominância de produções estrangeiras nos meios de comunicação. Dessa maneira, há uma homogeneização de ideias e valores, o que desfavorece a valorização cultural local e limita a diversidade de pensamento.
Portanto, é preciso combater os desafios da formação de leitores críticos em uma era de conteúdos fragmentados e imperialistas. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve ampliar políticas educacionais voltadas ao letramento crítico, por meio da inclusão de práticas pedagógicas que incentivem a leitura analítica e o debate em sala de aula, com o objetivo de desenvolver cidadãos mais conscientes e críticos.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros de norma: ortografia/gramática: “imedialistas” (correto: imediatistas), falta de crase/concordância em alguns trechos e “firme exposição” com espaço; melhorar: “firme exposição à ideia de que…”. Coerência: há variações de conectivos; recomende uso de conectivos mais precisos: ademais, todavia, por conseguinte. Argumentação: contextualizar com datas/obras (1984) de modo mais explícito e evitar generalizações sobre indústria cultural. Intervenção: inclua ações específicas, prazos, metas mensuráveis e avaliação de impactos (ex.: capacitação de professores em letramento crítico, duração de 2–3 anos, indicadores de leitura crítica). Exemplo de melhoria: “O Governo Federal, em parceria com o MEC, deve implementar, em 4 anos, um programa de letramento crítico com oficinas semestrais em escolas públicas, avaliando aumento de leitura analítica anual.”
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