Por Yasmille
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#18998
Ao longo da história brasileira, diversos entraves foram encontrados no desenvolvimento da
nação. Infelizmente, destaca- se, dentre eles, devido à sua recorrência na atual conjuntura,
a questão dos Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil, evidenciando uma das graves crises da sociedade hodierna. Nesse contexto, torna- se premente analisar os principais impactos dessa querela: o legado histórico e a lenta mudança na mentalidade social. Dessarte, afigura- se imperativo a adoção de estratégia para reverter esse panorama nefasto.
Antes de tudo, é válido postular que a displicência governamental colabora com esse
cenário. Nesse sentido, de acordo com o Contrato Social - proposto pelo filósofo iluminista
John Locke - cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem - estar coletivo.
Todavia, o equívoco eclode no erro de se acreditar que essas medidas são asseguradas
com efetividade para todos. Nesse segmento, é possível depreender que esse relato não é
firmado, pois é notório que o percuso para acabar com a intolerância religiosa no Brasil, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira ao passado brasileiro. Desse modo, é inegável que essa situação se intensifica, porquanto o Governo não age em
prol da resolução dela.
Outrossim, a perduração de tão nocivos episódios, comprometendo à imagem do Brasil,
decorre da lenta mudança na mentalidade social. Nesse prisma, segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Acerca disso, é possível perceber que a questão das vias para testilhar a intolerância religiosa no Brasil é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante e opressor, a tendência é adotar esse comportamento também. Diante disso, fica perceptível que há muito o que se fazer para erradicar ou amenizar esse quadro hediondo.
Urge, em suma, que medidas sejam tomadas para coibir o impasse discorrido. Para tanto, o
MEC em parceria com o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) desenvolvam uma atualização nos livros didáticos de história, por meio da sugestão de projetos que discutam o legado histórico brasileiro relacionando-o a problemas atuais. Ademais, tais projetos poderiam fomentar, até mesmo, a criação de uma Olimpíada de história para o século XXI. Em paralelo a isso, considera- se indispensável que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanais culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de sociólogos que orientem aos caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil para os jovens e suas famílias, com embasamento científico. Dessa forma, o Contrato Social será efetivado na prática e, por conseguinte, haverá uma comunidade emancipada.
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