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Por Julia1701en
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#82748
Em 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo assegura o direito à cidadania e a igualdade social para todos. No entanto, na realidade brasileira contemporânea, verifica-se que a mera afirmação jurídico-formal desse preceito está longe de significar a sua efetividade, haja vista que os entraves no acesso ao registro civil violam o princípio da isonomia. Nesse âmbito, é lícito pontuar como causas do problema: a inoperância governamental e a alienação social.

Primordialmente, é fulcral ressaltar que a inércia estatal contribui substancialmente para a persistência do óbice. Sob essa lógica, devido à baixa atuação das autoridades, grande parte da população carece de acesso à certidão de nascimento, isso ocorre não somente pela desigualdade socioeconômica, mas também pela escassez de divulgação nos meios midiáticos o que, consequentemente, expõe esse grupo social em uma situação de desigualdade e exclusão. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, viola o contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos gozem de direitos indispensáveis (como a cidadania) para a manutenção de igualdade entre os membros da sociedade. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, outro imbróglio vigente é a carência informacional, nesse sentido, de acordo com a teórica alemã Hannah Arendt, em "A Banalidade do Mal", reflete acerca do processo de massificação da comunidade, o qual forma indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alienados e aceitando situações sem questionar. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento do tecido social diante dos desafios na emissão do documento pessoal, posto que é justamente a habitualidade e a escassez de deliberação crítica e minuciosa frente à questão que a agrava no território nacional e, por conseguinte, mantém essa parcela brasileira às margens da coletividade. Assim, torna-se imprescindível tirar esse tema da omissão e debatê-lo amplamente para aumentar a chance de atuação sobre ele.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, urge que a mídia, principal veículo difusor de informações, em parceria com o Ministério da Cidadania, elabore campanhas de ampla divulgação, por meio de debates em programas telesivos de grande audiência e palestras em espaços abertos ao público e nas instituições de ensino, com a presença de especialidades no assunto, a fim de elevar o nível de informação da população sobre a importância da obtenção do registro de nascimento e garantir a inclusão social. Dessa forma, tornar-se-á possível a consolidação de uma nação permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.
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Por Julia1701en
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@Odailson Pode corrigir minha redação por favor, desde já agradeço imensamente.
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Por Odailson
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#82763
@Julia1701en Oi?😁

Em 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo assegura o direito à cidadania e a igualdade social para todos. No entanto, na realidade brasileira contemporânea, verifica-se que a mera afirmação jurídico-formal desse preceito está longe de significar a sua efetividade, haja vista que os entraves no acesso ao registro civil violam o princípio da isonomia. Nesse âmbito, é lícito pontuar como causas do problema: a inoperância governamental e a alienação social.

Meu Deus! Ao meu ponto de vista, sua introdução está impecável, você contextualizou tão bem, e, ademais, simples e direto ao ponto, não tenho nada a dizer.

Primordialmente, é fulcral ressaltar que a inércia estatal contribui substancialmente para a persistência do óbice. Sob essa lógica, devido à baixa atuação das autoridades, grande parte da população carece de acesso à certidão de nascimento, isso ocorre não somente pela desigualdade socioeconômica, mas também pela escassez de divulgação nos meios midiáticos o que, consequentemente, expõe esse grupo social em uma situação de desigualdade e exclusão. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, viola o contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos gozem de direitos indispensáveis (como a cidadania) para a manutenção de igualdade entre os membros da sociedade. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Também nem vou dizer nada, impecável!

Ademais, outro imbróglio vigente é a carência informacional, nesse sentido, de acordo com a teórica alemã Hannah Arendt, em "A Banalidade do Mal", reflete acerca do processo de massificação da comunidade, o qual forma indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alienados e aceitando situações sem questionar. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento do tecido social diante dos desafios na emissão do documento pessoal, posto que é justamente a habitualidade e a escassez de deliberação crítica e minuciosa frente à questão que a agrava no território nacional e, por conseguinte, mantém essa parcela brasileira às margens da coletividade. Assim, torna-se imprescindível tirar esse tema da omissão e debatê-lo amplamente para aumentar a chance de atuação sobre ele.

Você organizou muito bem o desenvolvimento 2, além disso, você trouxe dados para enriquecer sua argumentação, felicidades.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, urge que a mídia, principal veículo difusor de informações, em parceria com o Ministério da Cidadania, elabore campanhas de ampla divulgação, por meio de debates em programas telesivos de grande audiência e palestras em espaços abertos ao público e nas instituições de ensino, com a presença de especialidades no assunto, a fim de elevar o nível de informação da população sobre a importância da obtenção do registro de nascimento e garantir a inclusão social. Dessa forma, tornar-se-á possível a consolidação de uma nação permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.

Sua conclusão também está impecável, você especificou a situação da problemática, como o agente deve agir e qual a finalidade, simplesmente adorei.

Resumindo, sua redação está de acordo com o padrão exigido pelo Enem, certamente você irá obter uma boa nota. Ah! Eu não sou um experto em redações, mas, ao meu ver, está redação está deslumbrante, parabéns!

Você também pode dá uma olhadinha na minha redação? Irei marcar-la para ti, okay?😁
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Por Odailson
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#82772
@Julia1701en Uma pergunta, essa sua redação, cabe tudo numa folha de 30 linhas?
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Por Julia1701en
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#82786
@Odailson Muito obrigada!!! extremamente grata com a sua correção, e sim eu consegui encaixá-la em trinta linhas, usei caneta de ponta fina! :D
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Por Julia1701en
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#82856
@Yasmin1307 Olá Yasmin, Boa noite, poderia explicar sua correção, desde já agradeço.
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