- 24 Nov 2021, 14:26
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O quadro expressionista "O grito", do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfeta de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela dificuldade em garantir o acesso à cidadania no Brasil é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, cabe analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e o preconceito social.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a ineficácia na obtenção à documentação. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zigmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, observa-se que - de acordo com o Mapa da Invisibilidade no Brasil - milhões de pessoas sofrem com esse descaso por todas as regiões do país. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a exclusão que este coletivo sofre por parte do meio social em que vive como outro fator que contribui para a manutenção deste problema. Posto isso, de acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir: o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Diante de tal exposto, é notório que há um sentimento de não pertencimento ao ambiente em que estas pessoas estão inseridas por se enxergarem como inferiores às demais e, por isso, desprezadas socialmente. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Dessarte, a fim de democratizar o acesso à cidadania no país, é preciso que o governo - por intermédio de campanhas - conscientize a população a serem defensores ativos pelo direito à documentação pessoal e facilite a posse da certidão para aqueles que precisam. Somente assim, tirando todas as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil melhor.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a ineficácia na obtenção à documentação. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zigmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, observa-se que - de acordo com o Mapa da Invisibilidade no Brasil - milhões de pessoas sofrem com esse descaso por todas as regiões do país. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a exclusão que este coletivo sofre por parte do meio social em que vive como outro fator que contribui para a manutenção deste problema. Posto isso, de acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir: o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Diante de tal exposto, é notório que há um sentimento de não pertencimento ao ambiente em que estas pessoas estão inseridas por se enxergarem como inferiores às demais e, por isso, desprezadas socialmente. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Dessarte, a fim de democratizar o acesso à cidadania no país, é preciso que o governo - por intermédio de campanhas - conscientize a população a serem defensores ativos pelo direito à documentação pessoal e facilite a posse da certidão para aqueles que precisam. Somente assim, tirando todas as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil melhor.