Em primeiro lugar, a persistência de uma cultura patriarcal e machista historicamente construída, torna a violência contra a mulher, um crime banalizado. Durante séculos, comportamentos abusivos foram justificados por tradições religiosas distorcidas entre relações conjugais. Como resultado, frases como "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" ecoam ainda hoje no senso comum, fazendo com que denúncias não sejam realizadas, perpetuando a impunidade. Enquanto essa herança cultural não for destruída, a violência seguirá sendo tolerada e não combatida.
Além disso, a ausência de um sistema de educação para igualdade de gênero nas escolas, representa um obstáculo grave a redução à violência. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê o respeito à diversidade e o combate a todas as formas de discriminação, mas na prática, o tema é tratado de forma marginal. Sem uma formação que ensine meninos e meninas, desde a infância, sobre respeito e relações não violentas, o ciclo de agressão se perpetuará entre gerações. Dados mostram que jovens que crescem em ambientes onde a violência simbólica é aceita, tendem a repetir esses padrões na vida adulta.
Diante do exposto, fica evidente que reduzir a violência contra as mulheres no Brasil, exige enfrentar tanto as raízes culturais quanto as lacunas educacionais. Para isso, propõe-se uma ação conjunta do Ministério da Educação, escolas e famílias, implementarem em todas as redes de ensino, programas contínuos de educação emocional e de gênero. Paralelamente, o Ministério da Justiça deve ampliar campanhas de desconstrução do machismo nas mídias e comunidades, utilizando linguagem acessível e exemplos cotidianos. Tais medidas, aliadas ao fortalecimento da Lei Maria da Penha, poderão a longo prazo, romper a naturalização histórica de violência e formar uma geração mais respeitosa e igualitária.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Principais erros: (C1) uso inadequado de preposições e pequenas falhas de clareza (ex.: “redução à violência” → “redução da violência”; “opressão” → “não é opressão”). (C2/C3) desenvolvimento consistente, mas há redundância na ideia de tradição patriarcal; falta citação de dados/estatísticas específicas. (C4) uso adequado de conectivos, porém alguns trechos carecem de transição mais fluida entre ideias. (C5) a proposta de intervenção apresenta agentes, ações, meios e finalidade, mas poderia detalhar metas, prazos e indicadores. Sugestões: reescrever com: “Para reduzir a violência, o Ministério da Educação deve, até 2025, implementar programas de educação emocional em todas as redes, com avaliação semestral de resultados.”
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