Em primeira análise, é fundamental destacar que a estrutura machista da sociedade brasileira atua como motor da violência. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, a "dominação masculina" é perpetuada por meio da violência simbólica, na qual padrões de comportamento opressores são aceitos como naturais. No Brasil, essa mentalidade manifesta-se no controle sobre os corpos, na objetificação midiática e na culpabilização das vítimas, o que desencoraja denúncias. Dessa forma, o feminicídio e as agressões domésticas não são eventos isolados, mas o ápice de um ciclo de poder que inferioriza o gênero feminino, transformando o ambiente privado em um espaço de vulnerabilidade e medo.
Ademais, a fragilidade institucional agrava a perpetuação dos crimes. Embora o Brasil possua marcos jurídicos avançados, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, a aplicação prática dessas normas é limitada pela carência de recursos. De acordo com o pensamento contratualista de John Locke, o Estado deve garantir a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos; contudo, a escassez de delegacias especializadas (DEAMs) e a falta de preparo de agentes públicos no atendimento às vítimas demonstram uma ruptura desse contrato social. Sem um acolhimento humanizado e uma fiscalização rigorosa das medidas protetivas, o agressor sente-se respaldado pelo sentimento de impunidade, mantendo a mulher em um estado de servidão e risco constante.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar a violência contra a mulher no país. Cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério das Mulheres, a ampliação da rede de delegacias especializadas com atendimento 24 horas em todos os municípios brasileiros, garantindo o suporte jurídico e psicológico imediato. Paralelamente, o Ministério da Educação deve implementar no currículo escolar debates transversais sobre igualdade de gênero e masculinidade tóxica, com o intuito de desconstruir o machismo desde a infância. Somente assim, o Brasil poderá superar a herança patriarcal criticada por Beauvoir e assegurar que a vida e a dignidade feminina sejam direitos inalienáveis e protegidos na prática.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Falhas em Norma-Padrão: expressions vagas como 'Ministério das Mulheres' e uso de siglas sem definição prévia (DEAMs). Sugestão: apresentar siglas com expansão entre parênteses: DEAMs (Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher). Melhorar a clareza de algumas construções, evitar repetição de termos. Competência 5 está bem atendida: proposta com agente, ação, meio e finalidade, mas poderia detalhar prazos, indicadores de sucesso e mecanismos de monitoramento (ex.: metas anuais, orçamento). Ex.: 'ampliar rede de DEAMs 24h em todos os municípios até 2027, com orçamento específico e avaliação semestral'.
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