Em primeira análise, destaca-se a naturalização do machismo como um dos principais fatores que sustentam a violência contra a mulher no trânsito. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a desigualdade de gênero no país está diretamente associada a estruturas sociais que perpetuam a inferiorização feminina. Nesse sentido, tais práticas tornam-se recorrentes e, por vezes, banalizadas no cotidiano, o que contribui para a consolidação desse problema. Dessa forma, enquanto essas atitudes continuarem sendo encaradas como comuns, a construção de um ambiente mais seguro e respeitoso para as mulheres permanecerá comprometida.
Ademais, evidencia-se o déficit na efetivação das leis como um entrave à superação de tal problemática. Nessa lógica, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, assegura a igualdade entre homens e mulheres perante a lei, o que reforça a inadmissibilidade de práticas discriminatórias no cotidiano social. Contudo, o distanciamento entre as garantias jurídicas e a realidade vivenciada evidencia fragilidades na aplicação dessas normas, o que, por conseguinte, favorece a impunidade. Outrossim, a atuação estatal deve ser reformulada a fim de garantir que tais leis não sejam apenas teóricas, mas sim ferramentas práticas que assegurem os direitos das mulheres diante deste cenário.
Por tanto, é imprescindível combater a violência contra a mulher no trânsito por meio de ações efetivas. Para isso, cabe ao Estado — especialmente ao Ministério dos Transportes, em parceria com órgãos de segurança pública — promover campanhas educativas, por meio de mídias digitais e autoescolas, visando reeducar a população e mitigar comportamentos machistas acerca do respeito a mulher no trânsito . Ademais, é fundamental que o Poder Judiciário atue de forma mais rigorosa na aplicação das leis, intensificando a fiscalização e assegurando a punição dos agressores. Dessa maneira, será possível reduzir a violência e construir um ambiente mais seguro e respeitoso.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros principais: (Comp.1) grafia/pontuação em alguns trechos: “Por tanto” (corrigir para “Portanto”) e uso de crase/acentuação em “à mulher” etc.; procure revisão formal. (Comp.2) o tema é bem explorado, mas há repetições de ideias; sugira maior aprofundamento crítico sobre o papel das redes de poder na violência no trânsito. (Comp.3) amarras entre argumentos são eficientes, porém reforçar dados e exemplos específicos ajuda a sustentar o ponto. (Comp.4) transições presentes; melhorar coesão com conectivos variados para evitar retomadas repetitivas. (Comp.5) proposta de intervenção contém agente, ação, meio e finalidade, mas detalhar um exemplo concreto de política pública (ex.: metas, indicadores, prazo) tornaria mais robusta.
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