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Por yanniscau
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O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ao discutir que são as nossas reações às crises — e não as crises em si — que possuem o poder de mudar o mundo, evidencia a urgência de enfrentar o racismo cultural. Essa problemática manifesta-se como uma forma sutil de discriminação, que nega o valor e as tradições de grupos minorizados em prol de uma hegemonia estética e social.

Nesse contexto, no Brasil, a desvalorização de manifestações culturais e de corpos negros camufla o racismo sob o manto da “inferioridade” cultural. Nesse sentido, a música A Carne (2002), de Elza Soares, funciona como um marco de denúncia desse processo, ao evidenciar como a estrutura social brasileira relega, historicamente, a população negra a espaços de invisibilidade. Como consequência, ocorre a desvalorização de figuras negras importantes, como Antonieta de Barros, além da marginalização de expressões culturais afro-brasileiras, a exemplo da capoeira. Dessa forma, perpetua-se um ciclo de apagamento cultural que reforça o racismo no país.

Ademais, nesse contexto, é imprescindível analisar o papel da branquitude na manutenção desse sistema. A psicóloga Cida Bento define o “Pacto Narcísico da Branquitude” como o fenômeno que induz pessoas brancas a não se mobilizarem contra as desigualdades raciais, sobretudo em razão da naturalização de privilégios históricos. Com efeito, esse mecanismo faz com que apenas matrizes europeias sejam valorizadas, enquanto outras identidades culturais são silenciadas. Assim, a omissão social contribui diretamente para a continuidade do racismo cultural no Brasil.

Em síntese, para que a sociedade brasileira deixe de apenas ouvir a obra de Elza Soares e passe a agir sobre a causa das crises, são necessárias medidas institucionais. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com órgãos públicos de Direitos Humanos, implementar políticas de educação antirracista e ações de prestação de contas no setor público e privado. Tal iniciativa deve ocorrer por meio da fiscalização rigorosa de leis de cotas e da inserção de currículos que valorizem histórias afro-brasileiras, para redistribuir poder e garantir que a equidade seja, finalmente, vivida diariamente em todas as esferas sociais
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    Principais pontos: 1) Nível de norma padrão está adequado, pequenas escolhas formais poderiam ser mais neutras (ex.: evitar aspas tipográficas; manter termos técnicos). 2) Tema desenvolvido com exemplos relevantes (Bauman, Elza Soares, branquitude) e leitura crítica adequada. Melhorar coerência entre parágrafos com conectivos mais variados. 3) Argumentação bem organizada, com síntese clara. 4) Coesão e progressão lógica constantes; usar conectivos variados para evitar repetições (ex.: além disso, ademais, consequentemente). 5) Proposta de intervenção presente, com agente e ação; para maior precisão detalhar meios (recursos) e finalidade (garantir direitos específicos) e inserir indicadores de avaliação. Sugestão de reescrita de transição: “Diante disso, torna-se essencial…”. Proposta de intervenção mais detalhada: Ministério da Educação e órgãos de Direitos Humanos devem implementar políticas de educação antirracista, com currículos afro-brasileiros, formação de docentes, revisão de cotas e mecanismos de fiscalização, com metas mensuráveis de redução de desigualdades e relatórios semestrais.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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