Em primeira análise, é válido destacar a influência do pensamento crítico para o cidadão enfrentar os desafios que são gerados pela formação dessas bolhas de informação. Isso ocorre devido à formação de laços digitais que buscam sempre restringir o usuário em redes que alimentam seus ideais de padronização de informações, criando uma "verdade única" para seus consumidores. Tal panorama é discutido pela professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carolina Dantas: "O nosso modo de pensar criticamente não funciona bem para este meio, é completamente explorado pelo algoritmo". Diante disso, fica evidente que as redes sociais não definem com agilidade a troca de ideias, mas sim incentivam a descrença dos fatos, além de intimidar o ser humano a não reconhecer outros pontos de vista informacionais, assim fomentando uma verdade única para uma sociedade distante e carente de opiniões variadas.
Além disso, é crucial abordar as dificuldades que a criação de bolhas traz ao convívio social democrático e republicano. Isso ocorre porque os fatos não são transmitidos para parte da população e passados como verdade para outros, em que as bolhas sociais proporcionam a desinformação ao obscurecer um único ponto de vista. Tal perspectiva fere o direito à liberdade de expressão e ao acesso a informações que são garantidos na Constituição, que de forma rápida e desinformada são incapazes de formular análises competentes frente aos assuntos de Estado. Desse modo, fica evidente o poder das redes sobre a democracia e o convívio diante das bolhas.
Portanto, é necessário criar mecanismos para mitigar os desafios das bolhas informacionais para o convívio democrático no Brasil. Para isso, o Governo — por meio dos ministérios e do engajamento de mecanismos — deve criar uma ampla campanha para buscar relacionar os imperativos das plataformas de informação que utilizam algoritmos e o desempenho social sobre a temática. Também será necessário que as redes sociais sejam responsabilizadas pelas informações e dados passados nelas, visto que as pessoas buscam distinguir a verdade da mentira e fazer o uso de debates e opiniões distintas. Assim, existirá o efeito de democratizar a sociedade, esclarecer os fatos e estimular o exercício individual, quebrando as bolhas virtuais e estimulando o conhecimento crítico e a própria liberdade de expressão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros (C1): uso indevido de vírgula em orações; trechos como: “isso ocorre devido à formação de laços digitais...” e “…mas sim incentivam a descrença dos fatos” precisam de pontuação adequada. Sugestão: “Isso ocorre devido à formação de laços digitais, que…”, ou dividir em frases. (C2/C3): desenvolvimento, embora claro, repete ideias (bolha e desinformação) sem aprofundar soluções concretas. Melhore com itens de evidência e relações causa-efeito. (C4): conectivos presentes, mas a transição entre ideias fica às vezes truncada; use mapas de coerência (além disso, finalmente). (C5): proposta de intervenção menciona governo e plataformas, mas carece de detalhamento dos meios (quem, como, metas mensuráveis) e de uma finalidade específica com base em direitos humanos. Ex.: “Agente: Ministério da Educação; Ação: criar programa de alfabetização midiatic…”
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