Embora o Brasil detenha uma das maiores reservas de água doce do planeta, a recorrência de secas severas tem evidenciado uma contradição preocupante: a abundância natural não tem sido suficiente para impedir o avanço da escassez hídrica. Intensificado pelas mudanças climáticas, esse cenário compromete não apenas o abastecimento dos reservatórios, mas também a produção de eletricidade em um país historicamente dependente das hidrelétricas. Dessa forma, a vulnerabilidade da matriz elétrica e a persistente negligência ambiental configuram os principais entraves para a resolução do impasse.
Sob essa perspectiva, a excessiva concentração do sistema elétrico na força dos rios torna o fornecimento nacional instável diante das irregularidades climáticas. Com a queda no nível das barragens, reduz-se a capacidade produtiva e amplia-se a necessidade de acionar termelétricas, alternativa mais onerosa e poluente. Tal quadro revela a fragilidade do planejamento estatal, visto que um serviço essencial à dinâmica social e econômica permanece condicionado a fatores naturais cada vez mais imprevisíveis.
Ademais, o agravamento dessa conjuntura relaciona-se à contínua degradação dos ecossistemas. O desmatamento, as queimadas e a ocupação desordenada comprometem nascentes, alteram o regime pluviométrico e dificultam a preservação dos mananciais. Nesse sentido, Zygmunt Bauman afirma que a sociedade contemporânea é marcada pelo imediatismo, em detrimento da responsabilidade futura. Tal lógica manifesta-se quando interesses econômicos momentâneos se sobrepõem à sustentabilidade, ampliando a irregularidade das chuvas e a insegurança no suprimento de energia.
Portanto, cabe aos órgãos responsáveis pelo setor elétrico, em cooperação com a esfera ambiental, ampliar investimentos em fontes renováveis, como a solar e a eólica, mediante incentivos fiscais e expansão de infraestrutura, a fim de diversificar a matriz nacional e reduzir a dependência hidrelétrica. Paralelamente, o Estado deve intensificar a fiscalização contra práticas degradantes em florestas e nascentes, por meio de monitoramento tecnológico e sanções rigorosas, com o propósito de restaurar o equilíbrio natural. Assim, será possível assegurar estabilidade no abastecimento elétrico e responsabilidade socioambiental.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros relevantes: (Comp.1) concordância verbal: “A ocupação desordenada comprometem nascentes” (concordar seria “compromete”). (Comp.2) coerência de introdução com o tema proposto é boa; mantenha consistência de termos técnicos e evite generalizações sem dados. (Comp.3) organização de informações é clara, com defesa de ponto de vista. (Comp.4) conectivos e progressão lógica bem utilizados: “Dessa forma”, “Ademais”, “Nesse sentido”, “Paralelamente”, “Assim”. (Comp.5) proposta de intervenção apresenta agente, ação, meio e finalidade de forma suficiente: ampliar investimentos em fontes renováveis, incentivos fiscais, expansão de infraestrutura, fiscalização com monitoramento tecnológico e sanções. Sugestões rápidas: corriga a concordância, mantenha termos consistentes e desenvolva dados ou exemplos concretos (ex.: metas de renováveis, cronograma). Exemplo de reescrita: “A ocupação desordenada compromete as nascentes, o que agrava o regime pluviométrico.” E para intervenção: “Agente: governo federal e agencies ambientais; Ação: ampliar investimentos; Meio: conceder incentivos fiscais e financiar linhas de transmissão; Finalidade: diversificar a matriz e reduzir a vulnerabilidade hídrica.”
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