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- 27 Abr 2026, 14:14#173768
No filme Ângela, inspirado no caso de Ângela Diniz, é retratada a violência sofrida pela protagonista e, sobretudo, a forma como a vítima foi responsabilizada durante o julgamento de seu agressor. Essa narrativa evidencia, primordialmente, uma problemática ainda presente no território brasileiro: a culpabilização da mulher em casos de violência de gênero. Nesse contexto, o feminicídio no Brasil revela não apenas falhas no sistema de justiça, mas também a permanência de valores sociais que contribuem para a continuidade desse crime.
Inicialmente, é importante destacar que a cultura machista enraizada na sociedade favorece a relativização da violência contra a mulher. No caso de Ângela, aspectos de sua vida pessoal foram utilizados como justificativa para o crime, o que demonstra como a imagem da vítima pode ser distorcida para amenizar a culpa do agressor. Essa lógica ainda persiste na contemporaneidade, dificultando denúncias e reforçando a sensação de impunidade, uma vez que muitas mulheres temem não serem levadas a sério.
Além disso, os dados recentes comprovam a gravidade da situação. Em 2024, o Brasil atingiu um recorde de feminicídios, número que se manteve elevado em 2025, com quase 1.500 vítimas registradas. Ademais, apenas nos dois primeiros meses de 2026, o estado de Minas Gerais já contabilizou 32 casos, evidenciando a continuidade do problema. Tais índices demonstram que, apesar da existência de leis específicas, ainda há falhas significativas na prevenção e no combate à violência de gênero.
Portanto, torna-se imprescindível a adoção de medidas eficazes para enfrentar o feminicídio no Brasil. O Estado deve promover campanhas educativas voltadas à desconstrução do machismo, por meio das escolas e da mídia, a fim de transformar mentalidades. Além disso, é fundamental fortalecer os mecanismos de proteção às vítimas, como delegacias especializadas e canais de denúncia, garantindo acolhimento e segurança às mulheres em situação de risco. Dessa forma, será possível reduzir os índices de feminicídio e construir uma sociedade mais justa e igualitária.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros de norma-padrão: título com “enfretamento” (corrigir para enfrentamento); ortografia/acentuação em pequenas passagens e concordância verbal em “muitas mulheres temem” (temem) e ajustes de pontuação. Pontos fortes: abordagem clara do tema, estruturaDissertativa (intro, desenvolvimento com dados, conclusão) e uso de conectivos (Inicialmente, Além disso, Ademais, Portanto, Dessa forma). Melhorias: manter dados atualizados com fontes; detalhar melhor a intervenção (ex.: agente Estado, ações específicas, meios como redes de proteção, metas no prazo). Sugestão de reescrita de fechamento com objetivo mensurável.
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