A inclusão de pessoas com deficiência visual representa um desafio estrutural e cultural na sociedade brasileira. Embora o país possua um arcabouço jurídico robusto, como a Lei de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que prevê direitos fundamentais, a efetivação dessas normas ainda encontra obstáculos que impedem a plena cidadania. A distância entre a lei e a prática revela que a acessibilidade vai muito além de adaptações físicas, exigindo uma mudança de mentalidade coletiva.
Um dos principais entraves são as barreiras urbanísticas e arquitetônicas. Conforme dados do IBGE, a maioria das cidades brasileiras não oferece infraestrutura adequada, como piso tátil, sinalização sonora e calçadas acessíveis. Essa realidade corrobora a ideia do filósofo Mario Pedrosa, que defendia que o espaço público deve ser projetado para o convívio democrático; quando não é acessível, ele nega a própria essência da cidadania e da liberdade de ir e vir.
No âmbito educacional, as dificuldades persistem. A falta de materiais em Braille, a escassez de tecnologias assistivas e a precária formação docente contrariam o que preceitua o educador Paulo Freire: a educação como prática da liberdade. Sem acesso igualitário ao conhecimento, perpetua-se o ciclo da exclusão, negando a esses alunos a oportunidade de desenvolverem seu potencial crítico e profissional.
Além disso, a barreira atitudinal é talvez a mais difícil de transpor. O preconceito e a visão estereotipada, que tratam o deficiente como incapaz ou objeto de caridade, dificultam a inserção no mercado de trabalho, mesmo com a Lei de Cotas. O sociólogo Zygmunt Bauman alertava para o perigo da "modernidade líquida", onde a diferença é muitas vezes vista como um problema a ser eliminado ou ignorado, ao invés de celebrada como riqueza humana.
Portanto, superar esses desafios requer ação conjunta. É preciso investir em infraestrutura, cumprir a legislação e, principalmente, promover a educação para a diversidade. Como disse o ativista dos direitos humanos Martin Luther King Jr., "Injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares". Garantir acessibilidade é garantir que a sociedade seja, de fato, democrática e humana.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Erros: C1 - Concordância em ‘Um dos principais entraves são…’ (correto: ‘é’). Pequenos deslizes de pontuação/gramática. Ex.: substitua “A distância entre a lei e a prática revela” por “A distância entre a lei e a prática revela que” (ou remova a vírgula desnecessária). C4 - conectivos usados, mas há transição inconsistente entre ideias. C5 - falta agente explícito na intervenção; sugiram: Estado como agente, ações específicas, meios (portas/recursos) e finalidade (garantir acessibilidade universal). Sugestões: “O Estado deve investir em acessibilidade (meio) para assegurar direitos (finalidade), através de políticas públicas.”
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