- 29 Jun 2021, 15:08
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A Constituição Federal de 1988 consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico. Todavia, nem sempre essa lei é cumprida e aplicada como deve, como mostra as estatísticas do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), as denúncias de crimes de intolerância religiosa aumentaram 136% no primeiro semestre de 2020 se compararmos ao mesmo período de 2018.
Nesse contexto, a intolerância religiosa em nosso país ocorre desde a chegada das caravelas portuguesas, as quais trouxeram os padres jesuítas, que forçaram os indígenas a se converterem ao catolicismo de forma violenta, fazendo-os perderam a sua liberdade de crença. Não só os indígenas mas também os africanos sofreram com essa prática desumana, sendo escravizados e punidos severamente se fossem encontrados praticando quaisquer rituais ou celebrações parte de sua própria cultura. Em virtude dessa maneira de agir e pensar ter sido enraizada na sociedade desde essa época, grande parte das pessoas discriminam quem possui uma crença diferente da sua, levando as instituições públicas e privadas à busca de soluções para reverterem essa situação.
A professora de geografia, Jamila Prata, de 31 anos e candomblecista, sofreu um ataque verbal quando passava por uma igreja evangélica em uma rua na Vila Sônia, na capital paulista, quando estava a caminho da padaria. Segundo a mulher, quando ela encontrava-se próxima ao local onde os agressores estavam, eles proferiam frases como: "Senhor, proteger-nos do demônio", direcionando-se a moça. Por causa de episódios como esse e tantos outros que concluímos que tal problema deve ser resolvido. Entretanto, as medidas feitas até então não são suficientes para diminuir essa problemática, tendo em vista que muitas vezes os criminosos não são punidos como devem ser e também pela falta de conscientização da população quanto ao tema em questão.
Diante disso, o Estado deve sensibilizar o povo quanto a temática dita, por meio dos canais televisivos e digitais como um todo, falando sobre a diversidade religiosa e a importância de respeitá-la. Com o intuito de facilitar o combate ao problema, as campanhas devem vir divulgando os contatos onde podem ser feitas denúncias para casos como este. Segundo o filósofo Immanuel Kant, "o homem é aquilo que a educação faz dele", dessa forma, as escolas devem promover palestras abordando sobre as mais variadas crenças presentes no país, ministradas por profissionais especializados nesse tema com o objetivo de tornar os jovens mais tolerantes em relação a essa questão.
Nesse contexto, a intolerância religiosa em nosso país ocorre desde a chegada das caravelas portuguesas, as quais trouxeram os padres jesuítas, que forçaram os indígenas a se converterem ao catolicismo de forma violenta, fazendo-os perderam a sua liberdade de crença. Não só os indígenas mas também os africanos sofreram com essa prática desumana, sendo escravizados e punidos severamente se fossem encontrados praticando quaisquer rituais ou celebrações parte de sua própria cultura. Em virtude dessa maneira de agir e pensar ter sido enraizada na sociedade desde essa época, grande parte das pessoas discriminam quem possui uma crença diferente da sua, levando as instituições públicas e privadas à busca de soluções para reverterem essa situação.
A professora de geografia, Jamila Prata, de 31 anos e candomblecista, sofreu um ataque verbal quando passava por uma igreja evangélica em uma rua na Vila Sônia, na capital paulista, quando estava a caminho da padaria. Segundo a mulher, quando ela encontrava-se próxima ao local onde os agressores estavam, eles proferiam frases como: "Senhor, proteger-nos do demônio", direcionando-se a moça. Por causa de episódios como esse e tantos outros que concluímos que tal problema deve ser resolvido. Entretanto, as medidas feitas até então não são suficientes para diminuir essa problemática, tendo em vista que muitas vezes os criminosos não são punidos como devem ser e também pela falta de conscientização da população quanto ao tema em questão.
Diante disso, o Estado deve sensibilizar o povo quanto a temática dita, por meio dos canais televisivos e digitais como um todo, falando sobre a diversidade religiosa e a importância de respeitá-la. Com o intuito de facilitar o combate ao problema, as campanhas devem vir divulgando os contatos onde podem ser feitas denúncias para casos como este. Segundo o filósofo Immanuel Kant, "o homem é aquilo que a educação faz dele", dessa forma, as escolas devem promover palestras abordando sobre as mais variadas crenças presentes no país, ministradas por profissionais especializados nesse tema com o objetivo de tornar os jovens mais tolerantes em relação a essa questão.