- 07 Jul 2021, 09:09
#69717
“Felicidade Clandestina”, conto da escritora Clarice Lispector, narra a história de uma menina que ansiava ler, mas não tinha acesso a muitos livros. Ante essa perspectiva, faz-se presente na contemporaneidade brasileira essa inacessibilidade, visto que não há uma garantia democrática aos meios culturais no país, seja pela falta de investimentos governamentais, seja pela falta de incentivo à busca. A partir disso, evidencia-se a necessidade de análise de como as discrepâncias sociais e a ineficácia educacional compõem esse quadro desafiador, que deve ser desconstruído.
Para compreender esse cenário, é imprescindível reconhecer a desigualdade social histórica brasileira como propulsora desse mal. Decerto, a cultura, enquanto fonte de reflexão, cognição e lazer, é inacessível a uma parcela da sociedade que não possui recursos financeiros para obtê-la, já que o conhecimento cultural valorizado é majoritariamente privatizado. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de “capital cultural”, do sociólogo francês Pierre Bourdieu, segundo o qual, no processo de socialização, conhecimentos dominados pelos grupos dominantes são prestigiados e considerados importantes, servindo de distintivo de classes: quem os detém permanecem superiores. Dessa forma, essa disparidade socioeconômica contribui para que a cultura no país continue excludente.
Ainda nessa linha de raciocínio, o ensino básico, que poderia impulsionar a atenção para as questões culturais existentes na nação, não tem alcançado pelo êxito. Diante disso, as escolas ficam em determinados conteúdos, objetivando a memorização para preenchimento do currículo, e não desenvolvem saberes da sociedade como a arte, literatura e habilidades cotidianas. Essa crítica de coaduna com o conceito de pensamento sistêmico”, do sociológico francês Edgar Morin, segundo o qual, em vez de especialização das disciplinas, é necessário um movimento transdisciplinar, que possibilite uma interpretação mais integral do mundo. Assim, a ineficiência das instituições de ensino impossibilitam que essa exclusão cultural diminua.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser realizadas a fim de atenuar a problemática. Para tanto, cabe à Escola promover um projeto de democratização da cultural por meio de jogos educativos. O intuito desse ato é garantir o acesso aos costumes brasileiros de forma ampla e evitar a exclusão. Isso pode ser efetivado com a participação dos alunos ao opinarem sobre o que gostaria de aprender e na pesquisa sobre a cultura material e imaterial do país, além de auxiliar na confecção dos materiais. Com essa ação, espera-se que a problemática exposta por Clarice Lispector em seu conto fiquei apenas no plano ficcional.
Para compreender esse cenário, é imprescindível reconhecer a desigualdade social histórica brasileira como propulsora desse mal. Decerto, a cultura, enquanto fonte de reflexão, cognição e lazer, é inacessível a uma parcela da sociedade que não possui recursos financeiros para obtê-la, já que o conhecimento cultural valorizado é majoritariamente privatizado. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de “capital cultural”, do sociólogo francês Pierre Bourdieu, segundo o qual, no processo de socialização, conhecimentos dominados pelos grupos dominantes são prestigiados e considerados importantes, servindo de distintivo de classes: quem os detém permanecem superiores. Dessa forma, essa disparidade socioeconômica contribui para que a cultura no país continue excludente.
Ainda nessa linha de raciocínio, o ensino básico, que poderia impulsionar a atenção para as questões culturais existentes na nação, não tem alcançado pelo êxito. Diante disso, as escolas ficam em determinados conteúdos, objetivando a memorização para preenchimento do currículo, e não desenvolvem saberes da sociedade como a arte, literatura e habilidades cotidianas. Essa crítica de coaduna com o conceito de pensamento sistêmico”, do sociológico francês Edgar Morin, segundo o qual, em vez de especialização das disciplinas, é necessário um movimento transdisciplinar, que possibilite uma interpretação mais integral do mundo. Assim, a ineficiência das instituições de ensino impossibilitam que essa exclusão cultural diminua.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser realizadas a fim de atenuar a problemática. Para tanto, cabe à Escola promover um projeto de democratização da cultural por meio de jogos educativos. O intuito desse ato é garantir o acesso aos costumes brasileiros de forma ampla e evitar a exclusão. Isso pode ser efetivado com a participação dos alunos ao opinarem sobre o que gostaria de aprender e na pesquisa sobre a cultura material e imaterial do país, além de auxiliar na confecção dos materiais. Com essa ação, espera-se que a problemática exposta por Clarice Lispector em seu conto fiquei apenas no plano ficcional.