- 08 Nov 2021, 11:47
#81172
O Artigo 5º, inciso VI da Constituição Federal de 1988 prevê a liberdade de culto e crença a todos os cidadãos brasileiros. Observa-se, contudo, a permanência de práticas intolerantes às religiões islâmica e de matriz africana, principalmente. Tais atitudes são motivadas por preconceitos e estereótipos advindos de uma visão de mundo pautada no ideal cristão.
Em princípio, destaca-se o histórico processo de estigmatização de determinadas religiões no Brasil. O esforço da Igreja Católica em demonizar práticas religiosas da África para justificar a escravidão gerou frutos que repercutem até os dias atuais por meio da associação do candomblé e umbanda à macumba, por exemplo. Esse tipo de conexão intolerante também é observada entre os muçulmanos, tidos como terroristas pelo senso comum, o que resulta no impedimento do exercício pleno da cidadania destes indivíduos.
Ademais, o desconhecimento da população com relação a estes credos marginalizados dificulta a superação da problemática. Embora oficialmente laico, o Brasil é um país predominantemente cristão, segundo apontou o Censo do IBGE de 2010. Este fato impede uma abordagem relativista e aprofundada de outras religiões nas novelas e escolas brasileiras, por exemplo, provocando a perpetuação de estereótipos que podem culminar no uso de violência física ou psicológica contra os praticantes do islamismo, umbanda e candomblé pela simples discordância entre visões de mundo.
É preciso, portanto, que o Governo Federal crie campanhas na televisão e internet que busquem estimular a população a denunciar a intolerância religiosa por meio do Disque 100 (Direitos Humanos). Ademais, o Ministério da Educação deve promover uma reforma no currículo escolar, que passaria a abordar mais práticas religiosas desde a infância, fomentando o debate e o respeito a todos os tipos de credo para que os princípios constitucionais do Brasil sejam postos em prática.
Em princípio, destaca-se o histórico processo de estigmatização de determinadas religiões no Brasil. O esforço da Igreja Católica em demonizar práticas religiosas da África para justificar a escravidão gerou frutos que repercutem até os dias atuais por meio da associação do candomblé e umbanda à macumba, por exemplo. Esse tipo de conexão intolerante também é observada entre os muçulmanos, tidos como terroristas pelo senso comum, o que resulta no impedimento do exercício pleno da cidadania destes indivíduos.
Ademais, o desconhecimento da população com relação a estes credos marginalizados dificulta a superação da problemática. Embora oficialmente laico, o Brasil é um país predominantemente cristão, segundo apontou o Censo do IBGE de 2010. Este fato impede uma abordagem relativista e aprofundada de outras religiões nas novelas e escolas brasileiras, por exemplo, provocando a perpetuação de estereótipos que podem culminar no uso de violência física ou psicológica contra os praticantes do islamismo, umbanda e candomblé pela simples discordância entre visões de mundo.
É preciso, portanto, que o Governo Federal crie campanhas na televisão e internet que busquem estimular a população a denunciar a intolerância religiosa por meio do Disque 100 (Direitos Humanos). Ademais, o Ministério da Educação deve promover uma reforma no currículo escolar, que passaria a abordar mais práticas religiosas desde a infância, fomentando o debate e o respeito a todos os tipos de credo para que os princípios constitucionais do Brasil sejam postos em prática.