Por Lucas2k
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“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Oscar Wilde, poeta irlandês, elucida, por meio dessa premissa, o poder do descontentamento no processo de ascensão de uma sociedade como um todo. No Brasil, no entanto, não se observa a mesma vontade apontada por Wilde, uma vez que, seja pela negligência estatal, seja pela displicência do corpo social, a ausência do registro civil ainda afeta o pleno alcance à cidadania. Nesse sentido, a fim de combater o imbróglio, compreender essas questões é fundamental.
Diante desse cenário, é importante pontuar a omissão do poder público como fomentadora da adversidade. Para tanto, é oportuno rememorar os estudos de Thomas Hobbes, a partir dos quais o filósofo inglês afirmou ser dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura atual, pois as autoridades governamentais não atuam na formulação de ações que resolveriam a falta do registro civil, como a criação de programas intermitente de registro nas comunidades de baixa renda do país. Logo, enquanto as autoridades forem negligentes, poder-se-á observar a persistência dos “Invisíveis sociais” no Brasil.
Outossim, vale salientar sobre a relevância da alienação popular no revés. Sob esse viés, a emérita pensadora Hannah Arendt, em “Banalidade do Mal”, discorreu acerca do processo de massificação social, em que os sujeitos perderam a capacidade de realizar julgamentos morais. Nessa linha de raciocínio, observa-se que o cidadão massificado rompe com o progresso coletivo, na medida em que se cala diante das mazelas que assolam o tecido civil, tal qual ocorre, hodiernamente, com a ausência do primeiro documento de identificação. Por conseguinte, a falta de sensibilidade para clamar os seus iguais para a importância de se registra perante os órgãos públicos, fomenta a perpetuação de tristes invisibilidades no país.
Ressalta-se, portanto, que a inexistência do documento originário de registro civil precisa ser superada. Para isso, é preciso que a mídia, por meio dos canais de televisão, responsáveis pelo principal meio de informação da população brasileira, desenvolva campanhas sobre a importância do registro de nascimento, a fim de sensibilizar a sociedade e, assim, contribuir para o alcance da cidadania plena. Espera-se, com essas medidas, aproximar-se dos pensamentos do ilustre poeta Wilde.
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