- 30 Mar 2022, 21:18
#89441
Produzido pela Netflix, o filme "Radioatividade" (2019) retrata a história da cientista Marie Curie e o seu percurso na descoberta de uma propriedade atômica que, mais tarde, seria utilizada para o tratamento do câncer. Para além do universo cinematográfico, embora a renomada cientista tenha gerado um impulso na representatividade feminina no âmbito científico, no Brasil, o reconhecimento das mulheres nas ciências da saúde não é efetivado. A partir desse contexto, é válido analisar o viés histórico de formação do país e a indiligência educacional como propulsores da problemática.
Diante desse cenário, ressalta-se que a ausência de criteriosidade atribuída às mulheres na esfera da saúde está ligada a um paradigma histórico de formação sociocultural. Isso acontece porque permeia na sociedade brasileira, ainda que vedado, um pensamento de superioridade intelectual masculina com viés retrógrado. Nesse sentido, a herança de um passado no qual a figura da mulher foi fortemente reprimida e submissa ao homem, como no século XIX, é perceptível na realidade contemporânea, haja vista que o desenvolvimento de pesquisas feitas por mulheres atreladas à área da saúde é amplamente descreditado. Assim, nota-se a importância de uma ressignificação na concepção conservadora do papel feminino na contemporaneidade.
Além disso, a falibilidade do sistema de ensino brasileiro dificulta a validação social do trabalho da mulher na área da saúde. Tal fato ocorre, uma vez que o modelo de aprendizagem vigente trata o aluno como um ser passivo ao corpo social, isto é, sem desenvolvimento crítico, de forma a não tratar de temas como a conquista feminina de espaços no meio da pesquisa. De acordo com o pedagogo José Pacheco, as escolas, os alunos e os professores brasileiros remetem a períodos distintos, de maneira que o conhecimento não é repassado de forma eficaz. Sob essa ótica, ao negligenciar o ensino do reconhecimento do trabalho da mulher, as instituições escolares contribuem na permanência da ocultação da imagem feminina nas ciências da saúde. Logo, é imperioso alterar esse quadro e romper com a passividade educativa proposta por Pacheco.
Portanto, é necessário efetuar o reconhecimento da contribuição da mulher nas ciências da saúde no Brasil. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação criar uma campanha denominada "Mulheres cientistas", a qual deve ser colocada em prática por meio da divulgação, em canais de televisão aberta e nas escolas, de projetos femininos no setor da saúde, a fim de alterar o pensamento obsoleto da civilização e de propor discussão do tema no sistema educacional. Afinal, o século XXI reserva diversas "Marie Curie" que, atualmente, se encontram ausentes de condecoração.
Diante desse cenário, ressalta-se que a ausência de criteriosidade atribuída às mulheres na esfera da saúde está ligada a um paradigma histórico de formação sociocultural. Isso acontece porque permeia na sociedade brasileira, ainda que vedado, um pensamento de superioridade intelectual masculina com viés retrógrado. Nesse sentido, a herança de um passado no qual a figura da mulher foi fortemente reprimida e submissa ao homem, como no século XIX, é perceptível na realidade contemporânea, haja vista que o desenvolvimento de pesquisas feitas por mulheres atreladas à área da saúde é amplamente descreditado. Assim, nota-se a importância de uma ressignificação na concepção conservadora do papel feminino na contemporaneidade.
Além disso, a falibilidade do sistema de ensino brasileiro dificulta a validação social do trabalho da mulher na área da saúde. Tal fato ocorre, uma vez que o modelo de aprendizagem vigente trata o aluno como um ser passivo ao corpo social, isto é, sem desenvolvimento crítico, de forma a não tratar de temas como a conquista feminina de espaços no meio da pesquisa. De acordo com o pedagogo José Pacheco, as escolas, os alunos e os professores brasileiros remetem a períodos distintos, de maneira que o conhecimento não é repassado de forma eficaz. Sob essa ótica, ao negligenciar o ensino do reconhecimento do trabalho da mulher, as instituições escolares contribuem na permanência da ocultação da imagem feminina nas ciências da saúde. Logo, é imperioso alterar esse quadro e romper com a passividade educativa proposta por Pacheco.
Portanto, é necessário efetuar o reconhecimento da contribuição da mulher nas ciências da saúde no Brasil. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação criar uma campanha denominada "Mulheres cientistas", a qual deve ser colocada em prática por meio da divulgação, em canais de televisão aberta e nas escolas, de projetos femininos no setor da saúde, a fim de alterar o pensamento obsoleto da civilização e de propor discussão do tema no sistema educacional. Afinal, o século XXI reserva diversas "Marie Curie" que, atualmente, se encontram ausentes de condecoração.
- 07 Jun 2022, 16:15
#93527
Ótima redação!
C1: Dois desvios de escrita. Estude mais sobre crase e coesão de orações
C2: Mostrou compreender o tema. Repertórios pertinentes, produtivos e legitimados. PARABÉNS.
C3: Ótimas marcas de autoria e relacionamentos de ideia. Peca na estrutura da conclusão, erro estrutural.
C4: Adorei os operadores argumentativos e coesivos e como os repertórios foram usados na argumentação. PARABÉNS.
C5: Ausência da segunda proposta de intervenção. Se há dois problemas é necessário que eles sejam resolvidos respectivamente na conclusão.
C1: Dois desvios de escrita. Estude mais sobre crase e coesão de orações
C2: Mostrou compreender o tema. Repertórios pertinentes, produtivos e legitimados. PARABÉNS.
C3: Ótimas marcas de autoria e relacionamentos de ideia. Peca na estrutura da conclusão, erro estrutural.
C4: Adorei os operadores argumentativos e coesivos e como os repertórios foram usados na argumentação. PARABÉNS.
C5: Ausência da segunda proposta de intervenção. Se há dois problemas é necessário que eles sejam resolvidos respectivamente na conclusão.