- 15 Mai 2022, 23:07
#92205
O livro "1984" do escritor George Owell retrata uma sociedade distópica ao qual todos têm suas vidas vigiadas e controladas pelo Grande Irmão. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na narrativa pode ser relacionada ao contexto atual, sendo o efeito bolha, agravado pelas redes sociais, um problema de extrema pertinência. Desse modo, faz-se necessário debater sobre a influência dos algoritmos na sociedade e a postura desta em relação à questão.
Em primeiro plano, é importante destacar como as mídias sociais contribuem para comportamentos em massa. Segundo Steve Jobs, "A tecnologia move o mundo." Em paralelo, apesar de possibilitar e impulsionar diversificados campos, dentre eles o acesso a milhares de informações de forma simples e gratuita, as ferramentas tecnológicas também contribuem de forma negativa no cotidiano do ser humano moderno. Nesse sentido, o algoritmo, ferramenta utilizada pelas plataformas digitais para "prender" a atenção dos usuários, cria uma espécie de "bolha," mostrando apenas assuntos com grande potencial de agradar determinado perfil, delimitando assim o campo de visão e áreas de interesses de uma pessoa.
Outro ponto relevante nessa temática é a maneira como o corpo social lida com esse fenômeno. Conforme o sociólogo Karl Marx, alienação é quando um indivíduo está alheio ao seu papel dentro de uma sociedade, não se organizando para mudar a situação. Logo, a maioria dos cidadãos que estão inseridos no mundo digital não problematizam a função dos algoritmos de filtrar assuntos que em um primeiro momento não os interessariam, entendendo dessa ferramenta como algo facilitador ao invés de algo que a longo prazo deixa-os alienados.
Portanto, é de suma importância a adoção de medidas que venham amenizar o problema. Para isso, cabe ao Congresso nacional, órgão que exerce no âmbito federal o poder legislativo, elaborar um projeto de lei que determine a empresas de comunicação digital, que por intermédio de suas próprias plataformas, informem seus usuários sobre como os algoritmos atuam, além de disponibilizarem a função de desativá-los, afim de evitarem fenômenos de manipulação de massas. Somente assim, será possível que a realidade se distancie da ficção e que ao invés de ser uma ferramenta de controle a tecnologia de fato mova o mundo.
Em primeiro plano, é importante destacar como as mídias sociais contribuem para comportamentos em massa. Segundo Steve Jobs, "A tecnologia move o mundo." Em paralelo, apesar de possibilitar e impulsionar diversificados campos, dentre eles o acesso a milhares de informações de forma simples e gratuita, as ferramentas tecnológicas também contribuem de forma negativa no cotidiano do ser humano moderno. Nesse sentido, o algoritmo, ferramenta utilizada pelas plataformas digitais para "prender" a atenção dos usuários, cria uma espécie de "bolha," mostrando apenas assuntos com grande potencial de agradar determinado perfil, delimitando assim o campo de visão e áreas de interesses de uma pessoa.
Outro ponto relevante nessa temática é a maneira como o corpo social lida com esse fenômeno. Conforme o sociólogo Karl Marx, alienação é quando um indivíduo está alheio ao seu papel dentro de uma sociedade, não se organizando para mudar a situação. Logo, a maioria dos cidadãos que estão inseridos no mundo digital não problematizam a função dos algoritmos de filtrar assuntos que em um primeiro momento não os interessariam, entendendo dessa ferramenta como algo facilitador ao invés de algo que a longo prazo deixa-os alienados.
Portanto, é de suma importância a adoção de medidas que venham amenizar o problema. Para isso, cabe ao Congresso nacional, órgão que exerce no âmbito federal o poder legislativo, elaborar um projeto de lei que determine a empresas de comunicação digital, que por intermédio de suas próprias plataformas, informem seus usuários sobre como os algoritmos atuam, além de disponibilizarem a função de desativá-los, afim de evitarem fenômenos de manipulação de massas. Somente assim, será possível que a realidade se distancie da ficção e que ao invés de ser uma ferramenta de controle a tecnologia de fato mova o mundo.