- 11 Jul 2022, 20:44
#95456
"Um povo sem conhecimento, sapiência de seu passado histórico, origem e cultura é como uma árvore sem raízes". A frase, atribuída ao músico Bob Marley, sintetiza a atual relação do Brasil com sua cultura e seu passado. Isso pois o a inobservância estatal em relação à preservação de monumentos e a letargia da população acerca da cultura nacional impedem que o patrimônio histórico - um dos principais pilares da formação social do país - alcance a sua real relevância. Logo, evidencia-se a necessidade de promover mudanças na preservação da cultura brasileira.
Sob essa perspectiva, é válido avaliar como o descaso do governo com o patrimônio de seus cidadãos estorva a resolução dessa problemática. Uma vez que, decorrente dos cortes excessivos nos gastos públicos e da austeridade imposta pelas esferas de poder, não é rara a ocorrência de acidentes em espaços culturais. Para exemplificar, há o incêndio no Museu Nacional, ocorrido em setembro de 2018, que destruiu cerca de 92,5% dos itens presentes. Isso representa uma grave ameaça à integridade da nação, e com ela o sentimento de união dos brasileiros em torno de um passado em comum. Acerca disso, de acordo com a filosofia contratualista, diante de situações como essa, a legitimidade do estado pode ser perdida, à medida que deixa de servir ao povo e à lei para se enxergar com um fim em si.
Outrossim, é importante investigar as razões pelas quais a população não valoriza suas raízes e seu processo de informação. Sob essa ótica, é indubitável que o homem contemporâneo é influenciado diretamente pelo seu modo de vida, o capitalista, e o incorpora em sua ideologia. Acerca disso, de acordo com os pensadores da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, o capitalismo é responsável por transformar todos os bens da humanidade em mercadorias, assim como criar nos indivíduos uma mentalidade que estimule a compra dessas. Explica-se, então, por que o brasileiro não valoriza seu patrimônio histórico: ele o enxerga como um mero produto, cuja únicas funções são a compra e a venda. Por conseguinte, a desvalorização desses elementos contribui para esvaziamento de todo um povo, visto que não há mais nenhum elo que o mantenha coeso.
Destarte, é necessário tomar medidas para mitigar essa problemática. Dessa forma, é dever do instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enviar incentivos às instituições de ensino, que devem realizar campanhas para a desconstrução da visão mercantil sobre a cultura brasileira, por meio de palestras e eventos lúdicos. Ademais, a população deve exigir mais da esfera pública, através de manifestações. Assim, haverá uma sociedade mais preocupada com suas origens e a afirmação de Bob Marley não fará mais parte da realidade brasileira.
Sob essa perspectiva, é válido avaliar como o descaso do governo com o patrimônio de seus cidadãos estorva a resolução dessa problemática. Uma vez que, decorrente dos cortes excessivos nos gastos públicos e da austeridade imposta pelas esferas de poder, não é rara a ocorrência de acidentes em espaços culturais. Para exemplificar, há o incêndio no Museu Nacional, ocorrido em setembro de 2018, que destruiu cerca de 92,5% dos itens presentes. Isso representa uma grave ameaça à integridade da nação, e com ela o sentimento de união dos brasileiros em torno de um passado em comum. Acerca disso, de acordo com a filosofia contratualista, diante de situações como essa, a legitimidade do estado pode ser perdida, à medida que deixa de servir ao povo e à lei para se enxergar com um fim em si.
Outrossim, é importante investigar as razões pelas quais a população não valoriza suas raízes e seu processo de informação. Sob essa ótica, é indubitável que o homem contemporâneo é influenciado diretamente pelo seu modo de vida, o capitalista, e o incorpora em sua ideologia. Acerca disso, de acordo com os pensadores da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, o capitalismo é responsável por transformar todos os bens da humanidade em mercadorias, assim como criar nos indivíduos uma mentalidade que estimule a compra dessas. Explica-se, então, por que o brasileiro não valoriza seu patrimônio histórico: ele o enxerga como um mero produto, cuja únicas funções são a compra e a venda. Por conseguinte, a desvalorização desses elementos contribui para esvaziamento de todo um povo, visto que não há mais nenhum elo que o mantenha coeso.
Destarte, é necessário tomar medidas para mitigar essa problemática. Dessa forma, é dever do instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enviar incentivos às instituições de ensino, que devem realizar campanhas para a desconstrução da visão mercantil sobre a cultura brasileira, por meio de palestras e eventos lúdicos. Ademais, a população deve exigir mais da esfera pública, através de manifestações. Assim, haverá uma sociedade mais preocupada com suas origens e a afirmação de Bob Marley não fará mais parte da realidade brasileira.