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Por Arthurzevz
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#97446
Na antiga cidade de Atenas, as mulheres não podiam gozar de direitos e desempenhar papéis fora do âmbito doméstico. No Brasil, atualmente, o sexo feminino tem isonomia garantida pela Carta Magna de 1988 e podem exercer qualquer função, inclusive na saúde. Entretanto, o reconhecimento da contribuição feminina nas ciências da saúde no Brasil se encontra debilitado dado os seguintes aspectos: negligência governamental e manutenção do machismo.

Com efeito, para John Locke, a sociedade e o governo têm uma espécie de contrato social que regula os direitos e deveres da população. Nesse sentido, há um claro rompimento desse contrato social, haja visto que não há atualmente medidas que ampliem o acesso a projetos de pesquisa em saúde por populações femininas, ou seja, o estado que deveria garantir a isonomia é o próprio algoz da emancipação feminina na produção científica. Desse modo, o resultado é óbvio: perpetuação do papel secundário da mulher no contexto da saúde.

Ainda, paralelamente ao problema da negligência, a constância da visão da mulher como única responsável pelas questões domésticas é mais um entrave na dedicação das mesmas na produção das ciências da saúde. Nesse sentido, é explícita a natureza verídica do pensamento de Immanuel Kant, que encara o homem como fruto de sua educação, visto que o pensamento machista reforça a dupla jornada de trabalho feminino e corrobora na exaustão da mesma. Dessa forma, mais uma vez sobra apenas uma alternativa para a mulher: submeter-se ao dobro do esforço para ser reconhecida.

Portanto, para reforçar e reconhecer a presença feminina na saúde, cabe ao MEC - ministério da educação- criar projetos para o desenvolvimento de pesquisas no âmbito da saúde, com profissionais qualificados, voltado ao público feminino, em universidades públicas e privadas, visando fomentar a inserção das mesmas de maneira mais eficiente e, consequentemente, trazer protagonismo e reconhecimento nesse âmbito. Novamente, recai sobre o MEC, em parcerias com secretarias estaduais e municipais de educação, realizarem palestras para debater a dupla jornada de trabalho, em auditórios e escolas, com profissionais femininos qualificados, com o objetivo de desconstruir este tabu machista e dividir as tarefas do lar de maneira mais equitativa. Por fim, as amarras do papel coadjuvante, colocado compulsoriamente nas mulheres, ficaram finalmente esquecidos em Atenas
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