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Por MateusAnjos
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De acordo com a Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro — todos são iguais perante a lei. Entretanto, tal afirmação não se comunica com a realidade hodierna, em razão da falta de reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil. Dessa forma, para que o corpo social avance positivamente, faz-se necessária a análise de dois empecilhos que fortalecem essa questão deléteria: a omissão do Estado e a mentalidade social.

Nesse viés, é válido frisar a ociosidade governamental como um dos principais fatores para a permanência do despretígio às atuações femininas em setores de saúde. Isso ocorre, pois, os governantes estão muito mais preocupados com os setores lucrativos, como agropecuário e turismo, em detrimento das causas sociais dos indíviduos, sendo esse ideário influenciado diretamente pelo capitalismo — modelo econômico que prioriza o lucro acima de tudo. Como resultado, é constituído nas mulheres um sentimento de angústia e inutilidade, tendo em vista que permanecem em situação de esquecimento. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é importante ressaltar que a consciência social se encontra alienada ao público feminil. Tal situação deriva das ideias conservadoras do patriarcado — enaltecimento da figura do homem cis heterossexual — que estão, ainda, fortemente fundamentadas na sociedade hodierna. Nesse contexto, a população absorve esses pensamentos reacionários que os impedem a enxergar as colaborações das mulheres em hospitais. Logo, com o objetivo de alavancar o reconhecimento desse grupo social nos ambientes de saúde, é imprescendível que haja uma conscientização para estimular a sociedade a ponderar os seus ideais e ações prejulgais.

Portanto, para contornar esse cenário de menosprezo às mulheres nas ciências da saúde, são indispensáveis medidas exequíveis. Assim, é necessário que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em parceria com a mídia nacional, promova campanhas educacionais a respeito das contribuições da feminilidade médica nos setores de saúde ao longo da história, por meio de transmissões nas televisões e vídeos nas redes sociais — utilizando especialistas, como professoras e pesquisadoras —, a fim de tornar consciente a importância das mulheres nesses locais e abrir margem para diluir o estigma de negligência para com elas. Desse modo, poderá ser aplicado fielmente os direitos previstos pela Carta Magna.
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