- 12 Fev 2023, 12:50
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No filme "O Enfermeiro da Noite", temos como protagonista uma enfermeira que cumpre plantões noturnos. Mãe de duas filhas pequenas, despende a maior parte de seu tempo no trabalho para garantir uma boa condição de vida para as crianças, no entanto, sua ausência a afasta das meninas e, consequentemente, a faz questionar sobre desistir do cargo. A realidade apresentada sobre o afastamento da área, na verdade, é comum para várias mulheres no âmbito das ciências da saúde no Brasil, seja como estudante ou profissional.
As mulheres, fruto da desigualdade de gênero, ainda detêm a obrigatoriedade das tarefas domésticas — como cuidados com crianças, parentes e domiciliares. Tratando-se da área da saúde, as contribuições femininas são vistas por uma ótica distorcida de igualdade, não considerando o peso dos papéis de gênero na vida profissional, fazendo com que cada vez mais as mulheres que seguem carreira com a saúde, devido às exigências do cargo e a falta de apoio e reconhecimento de sua identidade, acabem desistindo ou se afastando.
Em decorrência da falta de apoio, muitas mulheres relatam dificuldade em se manter na área e, consequentemente, ocorrem afastamentos e desistências. E pelo desejo de serem reconhecidas no seu trabalho, por vezes negligenciam as outras áreas de sua vida para focar somente no profissionalismo e excelência. Entretanto, é decerto que sua ausência nos outros setores da vida pode ocasionar problemas de saúde física e mental, além da insatisfação pessoal.
Por conseguinte, como forma de reconhecer as excelentes contribuições femininas à área da saúde, trazer de volta uma vida gratificante às mulheres que se sacrificam pelo seu trabalho e evitar a desistência de mulheres na ciência, as instituições — profissionais ou de estudos — devem ministrar programas de apoio e incentivo, de saúde mental e de empoderamento e reconhecimento das contribuições femininas nas ciências da saúde, para que alternativas como a da enfermeira do filme sejam evitadas.
As mulheres, fruto da desigualdade de gênero, ainda detêm a obrigatoriedade das tarefas domésticas — como cuidados com crianças, parentes e domiciliares. Tratando-se da área da saúde, as contribuições femininas são vistas por uma ótica distorcida de igualdade, não considerando o peso dos papéis de gênero na vida profissional, fazendo com que cada vez mais as mulheres que seguem carreira com a saúde, devido às exigências do cargo e a falta de apoio e reconhecimento de sua identidade, acabem desistindo ou se afastando.
Em decorrência da falta de apoio, muitas mulheres relatam dificuldade em se manter na área e, consequentemente, ocorrem afastamentos e desistências. E pelo desejo de serem reconhecidas no seu trabalho, por vezes negligenciam as outras áreas de sua vida para focar somente no profissionalismo e excelência. Entretanto, é decerto que sua ausência nos outros setores da vida pode ocasionar problemas de saúde física e mental, além da insatisfação pessoal.
Por conseguinte, como forma de reconhecer as excelentes contribuições femininas à área da saúde, trazer de volta uma vida gratificante às mulheres que se sacrificam pelo seu trabalho e evitar a desistência de mulheres na ciência, as instituições — profissionais ou de estudos — devem ministrar programas de apoio e incentivo, de saúde mental e de empoderamento e reconhecimento das contribuições femininas nas ciências da saúde, para que alternativas como a da enfermeira do filme sejam evitadas.