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Por Flora265
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#114107
No ano de 1867 nasce a física e química Marie curie, em uma época marcada pela ausência do reconhecimento e empoderamento feminino. Entretanto, a sociedade contemporânea não condiz mais com o rebaixamento das habilidades das mulheres e a falta de incentivo que elas vêm recebendo ao longo dos séculos. Diante disso, surge a discussão do tema sobre o avanço das mulheres na ciência.
Primeiramente, é incrível pontuar o setor governamental como promotor do problema, uma vez que deve criar mecanismos que cobram tais recorrências. De maneira análoga, a sociedade concluiu que as mulheres possuem a mesma capacidade que os homens para lidar com profissões arriscadas. Entretanto, essa reflexão não condiz com a realidade do país, visto que mesmo no século XXI, há desigualdade salarial para homens e mulheres atuando no mesmo cargo. Segundo dados do IBGE, a diferença de remuneração que vinha em tendência de queda até 2020, voltou a subir no país e atingiu 22% no fim de 2022. Reformulando, isso significa que uma brasileira recebe, em média, 78% do que ganha um homem.
Outrossim, é essencial ressaltar que os avanços promovidos pelas mulheres nos campos da genética, fisiologia e farmacologia foram
imprescindíveis para um maior entendimento sobre o corpo humano. Segundo Aristóteles, "uma vez igualada ao homem, a mulher torna-se seu superior". Mesmo com declarações antigas como essa, sempre se proliferou o pensamento preconceituoso de que mulheres são inferiores e que só por serem mulheres, não poderiam ser advogadas ou juízas, sendo rotuladas como "sensíveis" para tal.
Em suma, medidas são imperiosas para a resolução da problemática. O poder legislativo—órgão responsável pela elaboração de leis—deve em conjunto com o ministério da saúde, criar normas que estabeleçam a obrigatoriedade dos salários equivalentes para homens e mulheres e promover campanhas para que as mulheres ingressarem em campos desconhecidos para as mesmas, áreas que poucas têm coragem de explorar por rótulos e preconceitos de uma sociedade machista. Com investimento em palestras e pesquisas, assim, a médio e a longo prazo, o impacto nocivo do problema e o corpo social estará mais perto de alcançar a utopia.
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